Raio X partidário em SC e no Brasil

Terminadas as eleições municipais, busca-se projetar os cenários estaduais e do país. A próxima disputa é daqui dois anos, mas o resultado das urnas cacifa alguns e afunda outros. Em especial o PT, que mandou no país por mais de uma década. Como esperado, tomou uma surra eleitoral daquelas.

Em Santa Catarina o grande vitorioso é o PMDB. Garantiu as duas maiores cidades no segundo turno, Joinville e Florianópolis , além do apoio ao projeto de reeleição do tucano Napoleão Bernardes em Blumenau. Já tinha levado Itajaí e nossa vizinha Gaspar.  Governará 100 cidades catarinenses a partir de 2017, quase dois milhões e meio de pessoas, “reafirmando o partido como maior força política do estado”, disse Mauro Mariani, presidente do PMDB/SC.

O PSDB cresceu bastante, passando de 25 para 39 Prefeituras. Blumenau e Criciúma serão as vitrines, em um universo de mais de 1,2 milhão de habitantes. “O PSDB de Santa Catarina cresceu com qualidade, e isso é algo para ser comemorado. Conquistamos cidades importantes em todas as regiões”, afirmou o presidente estadual Marcos Vieira.

O PSD é o segundo colocado em número de prefeitos eleitos, mas sai com o gosto de derrota. Perdeu na reta final em Joinville e Blumenau.  Destaque apenas para a vitória em Lages, terra do governador.

Esses três partidos darão as cartas eleitorais em 2018, quando escolhemos governador, dois senadores e deputados federais e estaduais. Também tem presidente, claro.

Hoje os três fazem parte da Tríplice Aliança, idealizada lá atrás pelo Luiz Henrique da Silveira (PMDB).  Ele afiançava o acordo, que deve ser implodido em breve. Resta saber quem ficará com quem.

No Brasil, o PMDB lidera em número de Prefeituras, mas é o PSDB que governará para um maior número de habitantes, quase 49 milhões de pessoas. O que pode ser muito bom, ou muito ruim, pensando em 2018. Dependerá do desempenho desses prefeitos eleitos. O PSD está na terceira colocação em numero de eleitos.

O PSB e o PR engordaram, aqui e no país.

Nacionalmente o sentimento é que o PSDB é, novamente, a bola da vez. Mas há tempo para outra lideranças se criarem.

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