Mais de 100 mil alunos da rede pública de Manaus voltam às aulas nesta segunda-feira

Foto: Reprodução

Cerca de 110 mil alunos da rede pública de Manaus retornam às aulas presenciais nesta segunda-feira, 10. O retorno acontece cinco meses após a suspensão das atividades por conta da pandemia do novo coronavírus, e um mês após o retorno das escolas particulares. Nesse primeiro momento devem voltam às escolas alunos do Ensino Médio e da modalidade de Ensino de Jovens e Adultos (EJA). No interior, as aulas seguem pela televisão e sem previsão para o retorno presencial.

A volta ocorre após a capital sofrer com colapso no sistema de saúde e no sistema funerário por conta da pandemia, que já infectou mais de 106 mil pessoas em todo o Estado e matou cerca de 3 mil amazonenses. O estado tem apresentado queda nos números da Covid-19 e vem flexibilizando a quarentena desde o início de junho, com reabertura do comércio, e espaços de lazer. As escolas fazem parte do quarto ciclo de reabertura e as públicas foram as únicas que ainda não retornaram.

De acordo com a Secretaria de Educação e Desporto (Seduc), a volta às salas de aula será de maneira gradativa e híbrida e com apenas com 50% da capacidade. Os primeiros a retornarem são os estudantes do Ensino Médio regular e da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Já no dia 24 de agosto, retornam os alunos do Ensino Fundamental (anos iniciais e finais). Eles serão divididos em grupos e só comparecerão às aulas em dois dias da semana. Nos outros, seguirão acompanhando, de casa, as teleaulas.

O plano prevê:

Distribuição de um milhão de máscaras a todos os profissionais e estudantes, e uso obrigatório das mesmas;
Reforço nas práticas de higiene pessoal, como lavagem correta das mãos nas pias instaladas nos ambientes comuns
Distanciamento de, pelo menos, 1,5 metro entre as pessoas, tanto na sala de aula como nos corredores e refeitórios
Limpeza constante das superfícies para evitar a proliferação do vírus.

Para o retorno às aulas, todas as turmas serão divididas em blocos A e B, frequentando as escolas de maneira intercalada:

Às segundas e quartas-feiras, o bloco A assiste às aulas presenciais;
Às terças e quintas-feiras, será a vez do bloco B conferir as atividades presenciais;
As sextas-feiras serão destinadas aos professores, que realizarão o seu planejamento de conteúdos;
Nos dias em que os estudantes estiverem em casa, eles deverão acompanhar os conteúdos por meio do projeto “Aula em Casa”, que terá a sua programação adaptada.

Na semana passada, os professores chegaram a fazer uma manifestação contra a volta às aulas e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) também acionou a Justiça para barrar a volta. A entidade protocolou uma Ação Civil Pública pedindo a suspensão do plano de retomada, e defendendo a manutenção das teleaulas. No entanto, na sexta-feira, 7, a Justiça indeferiu o pedido e manteve o retorno dos estudantes. Na decisão, a juíza Etelvina Lobo Braga afirmou que, ao contrário do que o sindicato alegou, o Estado apresentou comprovação de que vem atuando para proporcionar segurança aos professores, alunos e demais trabalhadores.

A volta das escolas públicas acontece um mês após o retorno das atividades da rede privada de ensino. Segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM), cerca de 60 mil alunos, distribuídos em pouco mais de 200 instituições privadas, já voltaram à “rotina” no modelo híbrido.

Já no interior a previsão é de que o retorno aconteça a partir de setembro e que as aulas se estendam até o início do ano que vem. Na capital Manaus a rede municipal de ensino também segue sem definição da data de retorno das atividades presenciais.

Fonte: G1

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