A missão catarinense ao Paraguai terá desdobramentos após o cumprimento da agenda oficial desta sexta-feira. A comitiva foi liderada pelo governador Jorginho Mello (PL) e reuniu o secretário executivo de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, o secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, o secretário de Comunicação, Bruno Oliveira, o presidente da InvestSC, Gil Prayon, o Diretor de Modais da Secretaria de Portos e Aeroportos, Lucas Ataliba, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, e representantes do setor produtivo catarinense.
Pela manhã, Jorginho Mello despachou com o vice-presidente paraguaio, Pedro Alliana, e com o ministro da Indústria e Comércio, Marco Riquelme, que levou à mesa também os vice-ministros Javier Viveros e Eduardo Gustale. A agenda seguiu ainda com um encontro com o governador do Departamento de Misiones, Richard Ramírez, e em um almoço onde a delegação foi recebida pelo presidente da Câmara, Raúl Latorre.
No encontro com o ministério paraguaio, o Estado colocou na mesa dois pedidos concretos: abrir espaço para que cargas paraguaias circulem pelos portos catarinenses e elevar as compras de milho produzido no país vizinho. Riquelme ficou de levar as duas frentes para análise do restante do governo, e as equipes técnicas de ambos os países devem dar continuidade às conversas.
Santa Catarina colhe cerca de 2 milhões de toneladas por ano, mas precisa de 8 milhões para abastecer suas cadeias, hoje supridas majoritariamente pelo Centro-Oeste brasileiro, a mais de 1,3 mil km de distância. As lavouras paraguaias, por sua vez, estão a apenas 300 km do território catarinense, o que, segundo o Estado, poderia baixar em mais de 15% o custo logístico da matéria-prima.
O governador Jorginho Mello reforçou: “O Paraguai é um parceiro estratégico para Santa Catarina. Está perto, está crescendo e tem uma política comercial muito alinhada com a nossa. Nós temos os portos de que eles precisam, e eles têm o milho de que nós precisamos. É uma parceria em que todos podem ganhar”, disse.
Do lado empresarial, a FIESC também esteve representada pela presidente do Conselho de Comércio Exterior da entidade, Maria Teresa Bustamante, além de Seleme. A federação divulgou o retrato mais atual da balança comercial entre os dois lados: em 2025, SC vendeu US$ 445,1 milhões ao Paraguai e comprou US$ 464 milhões, com o milho paraguaio (US$ 70,5 milhões) já entre os itens de peso na pauta de importação, ao lado de carne bovina, óleo de soja e insumos metálicos. No sentido contrário, cerâmica, máquinas e refrigeradores catarinenses lideram as vendas ao país vizinho.



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