Antes de escrever, é importante dizer que o Informe Blumenau nunca entendeu que colocar vigilantes armados na porta das escolas e CEIs da rede municipal da cidade seria uma solução para um problema muito mais complexo. Entendíamos, na época, o clamor popular causado pela tragédia na Cantinho Bom Pastor, em que quatro crianças foram assassinadas por um maluco, um psicopata.
A solução apresentada veio a reboque de um sentimento coletivo de medo.
Aqui é importante dizer que o editor responsável pelo Informe, autor destas palavras, tem duas crianças na rede pública, ou seja, conhecemos a realidade. Na escola dos meus filhos, são pelo menos três lados voltados para a rua, impossível para uma só pessoa vigiar. Se alguém decidisse invadir, não teria como controlar.
Nem o país mais bem armado do mundo consegue evitar; basta ver a sequência de tristes atentados nos Estados Unidos.
Lembro quando as aulas voltaram, uma semana depois do atentado. O que aconteceu? Os pais ficaram de fora da escola e nossas crianças foram recebidas por pessoas portando uma arma. Este foi o recado.
Portanto, viemos aqui para manifestar que concordamos com a posição do prefeito Egidio Ferrari (PL) de substituir a vigilância armada nas escolas e CEIs da cidade por porteiros.
Um delegado de profissão flexibilizando a segurança ostensiva é curioso. Mas a mudança não se deu por convicção, e sim pelo escândalo que uma das três operações do GAECO trouxe no começo de maio, a Sentinela. Pessoas teriam se aproveitado do clamor popular para ganhar dinheiro com contratos emergenciais.
Os ainda supostos crimes investigados pelo GAECO são da gestão anterior e, agora, um ano e seis meses depois, a administração “revisou” o contrato, a ponto de rescindi-lo.
Egido Ferrari aposta num todo que hoje ainda é apenas uma parte. Tecnologia, inteligência e controle. Sinaliza com catracas eletrônicas, reconhecimento facial e monitoramento eletrônico, não para agora, mas para o início do ano letivo de 2027.
E com a Guarda Municipal Armada, cujo projeto será enviado para a Câmara em breve, mas muito dificilmente estará atuando antes de 2028 e, com um efetivo inicial pequeno por conta do orçamento.
Então, se o Informe concorda com a postura de trocar guardas com armas por pessoas desarmadas, entende que está se vendendo mais uma vez uma solução mágica, difícil de se implantar em toda a rede, pelo menos num espaço de tempo razoável.
Blumenau já gastou dinheiro com esta vigilância armada. Não pode repetir os erros, em todos os sentidos.





Concordo, desnecessário vigilância armada nas escolas e CEI’s.
O caso do cantinho Bom Pastor não teria sido evitado com um guarda armado , não haveria tempo hábil para ação .Infelizmente crianças foram vítimas de um “vagabundo” e se a lei fosse aplicada , seria cadeira elétrica .
Qual a solução para se evitar o que ocorreu , é difícil , pois as escolas e CEI’s possuem inúmeras forma de acesso.Quem sabe acabar com a corrupção na administração pública e investir estes recursos dificultar os acessos de pessoas estranhas aos locais ?