Com uma inovação que vai render muito debate jurídico-eleitoral, a convenção do PL, que homologou o nome do senador Flávio Bolsonaro, não teve a total participação da família, teve um presidente da Argentina fazendo um mini show de rock e poucos parceiros eleitorais.
A inovação é um vídeo feito por meio de inteligência artificial de Jair Bolsonaro, preso e, portanto, impedido de manifestações públicas. No vídeo, Bolsonaro pai diz estar “preso e calado por uma decisão arbitrária”, diz que “nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança” despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio “de braços abertos” como candidato à Presidência.
Dos dois irmãos que poderiam estar presentes, apenas Jair Renan prestigiou o irmão. O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, não esteve presente e gravou um vídeo, assim como a esposa do pai, Michelle Bolsonaro, que também preferiu mandar uma mensagem eletrônica.
Se Carlos Bolsonaro não estava, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, marcou presença, assim como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Aliás, foi a única grande liderança de peso de fora do PL presente no ato, mostrando a dificuldade de Flávio de atrair aliados históricos do PP e União Brasil.
O presidente da Argentina, Javier Milei, deu um show à parte para aqueles que acham que a política é um show. Disse que apenas Flávio poderia “parar Lula”.
Em seu discurso, Flávio tentou se colocar como a continuidade do legado de Jair Bolsonaro, fez ataques ao STF e fez propostas genéricas.
O PL fez sua convenção sem ter um nome para oferecer à vice, depois de ter recebido negativa de partidos aliados.



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