Ainda é incipiente, tem pelo menos dois meses para as convenções. Mas os principais veículos de imprensa nacional reverberam um encontro entre os presidenciáveis do Novo e do PSD, em que uma possível aliança foi ventilada. Tanto o ex-governador de Minas, Romeu Zema (Novo), como o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), estão estagnados nas pesquisas eleitorais, ainda abaixo dos dois dígitos, bem longe de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Nesta terça-feira, os dois se encontraram em São Paulo e discutiram a possibilidade de aliança já no primeiro turno das eleições.
“Nós conversamos, existe esse sentimento. E ele é uma pessoa aberta. “Então nós estamos somente avaliando”, respondeu o pré-candidato do PSD em entrevista para uma rádio.
Já Zema, durante um evento com agentes do mercado financeiro na terça, manteve o tema em aberto. “Conversas sempre ocorrem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data limite. Porque, na política, é na meia-noite da data limite que as coisas costumam ser definidas, infelizmente”, disse em referência ao dia 15 de agosto, fim do prazo para inscrição de chapas na Justiça Eleitoral para o pleito de 2026.
Zema resumiu tudo. Tem muita conversa para rolar e a decisão só mesmo a partir de meados de julho, primeira semana de agosto, quando acontecem as convenções partidárias.
Caso se confirme a aliança PSD-Novo, repetir-se-ão as alianças realizadas em várias cidades de Santa Catarina na eleição de 2024, entre elas Blumenau, quando Odair Tramontin foi candidato a prefeito e o vereador Carlos Wagner, então no PSD, como vice.
O problema é que o Novo hoje já faz parte da aliança do PL, com a indicação do vice na chapa de Jorginho Mello, o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva. A recente passagem de Romeu Zema pelo estado, há duas semanas, bem no período das revelações da relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e o Banco Master, virou motivo de desconforto, pelo tom das palavras usadas pelo presidenciável do Novo com o candidato do PL e o próprio PL.
Deputados do 22 catarinense chamaram Zema de “traidor”; por outro lado, lideranças do Novo ficaram desconfortáveis com a proximidade de Flávio com Vorcaro.
Na política, o que parece certo nem sempre é. Já vimos muito isso




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