O que está atrás do golpe?

ilustração: democraciapolitica.blogspot.com

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suzana sedrez

Suzana Sedrez

Psicóloga, Dra. em Educação, Mestre em Ciências Sociais

 

O desmonte e a venda apressada do Brasil por partidos de direita que usurparam o poder, legitimado pelo voto de 54 milhões de eleitores. Tudo arquitetado sob a narrativa de identificação de um mal: associação da corrupção à esquerda, agora a bola da vez, com seu ícone maior, Lula.

Um líder reconhecido mundialmente por seus feitos. Elevou o Brasil e os brasileiros a um patamar jamais visto sem deixar que as elites locais também ganhassem com isso, mas que se sentem ameaçadas pela continuidade deste projeto em 2018.

Entretanto, estratos conservadores do Congresso, do Judiciário e da Mídia estavam correndo risco, com certa independência das investigações sobre corrupção, e, se juntaram ao golpe parlamentar para sua própria conservação.

Essas forças antagônicas dentro da estrutura do Estado, articuladas às forças econômicas dos EUA, estão levando o golpe sobre Dilma ao seu desfecho final: caçar o símbolo do que o Brasil conseguiu ser, por 13 anos, em que imprimiu outra geopolítica, na correlação de forças mundiais com o BRICS, por exemplo.

Este é o esqueleto de uma análise de quem tem opção pelo social. Outras “convicções” se valem de cinismo, hipocrisia, deturpação, manipulação para que a narrativa dos vencedores triunfe através da ilusão seletiva e da truculência militar, esta, especialmente, documentada pelas redes sociais, em algumas cidades e capitais.

Essa repressão tem atuado sobre manifestações, contrárias e corajosas, de movimentos sociais, professores e jovens de maneira geral. Alguns morrendo, outros sendo mutilados e/ou apanhando nas ruas, porque lutam pelo futuro de políticas sociais inclusivas e, principalmente, pela democracia.

Não dá para ficar “neutra” diante desses embates contra a privatização e, também, contra a soberania do País. A resistência precisa avançar pelo poder do voto, que ainda temos, nessas eleições de outubro.

Esta esperança de democracia é que pode colocar em xeque os interesses da plutocracia para que seja possível o restabelecimento e o aperfeiçoamento da Ordem da República, contra o retrocesso do atual Estado de Exceção.

Esse é meu desejo e utopia, que se junta aos anseios de milhões de brasileiros e tantos outros solidários pelo mundo afora, de que “Nação não é Mercado”.

3 Comentário

  1. Golpe ? O que eles fizeram com a Petrobras é o que ? Ser partidário é saudável, mas defender ladrão
    é algo inaceitável .

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