Declarações de Eduardo Bolsonaro, repercussões, ação do PDT e a pesquisa CNT/MDA

Eduardo e o STF

Circulou neste final de semana nas redes sociais, um vídeo em que o filho de Jair Bolsonaro e deputado federal eleito, Eduardo Bolsonaro, afirmou que “se quiser fechar o STF […] manda um soldado e um cabo”.

A declaração foi feita antes do primeiro turno das eleições, ele disse que se o STF impugnar a candidatura do pai “terá que pagar para ver o que acontece”. “Será que eles vão ter essa força mesmo?”, pergunta o deputado em um cursinho em que estava dando uma palestra.

Repercussão (Bolsonaro)

Neste domingo, o candidato ao Planalto, Jair Bolsonaro (PSL), foi questionado sobre a afirmação, e sem saber que partiu do seu filho, afirmou: “Não existe crítica sobre fechar STF. Se alguém falou em fechar STF, precisa consultar um psiquiatra”.

Ao ser informado que era seu filho que havia falado sobre fechamento do Supremo, ele disse: “Eu desconheço. Duvido. Alguém tirou de contexto.”

Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (22) que o filho Eduardo Bolsonaro errou e já foi advertido pelas declarações.

Repercussão (Haddad)

Em São Luís (MA), o candidato do PT ao Planalto, Haddad classificou a família de Bolsonaro como “grupo de milicianos” e “gente de quinta categoria”, quando foi questionado sobre as declarações de Eduardo Bolsonaro.

Fonte: G1

Repercussão (Rosa Weber)

Rosa Weber, presidente do TSE, afirmou: “Eu tive conhecimento, me foi trazido pela assessoria o vídeo e me foi trazido ao conhecimento que o vídeo já foi desautorizado pelo candidato. De qualquer sorte, o que eu tenho a registrar, embora não sendo presidente do Supremo Tribunal Federal e sim do Tribunal Superior Eleitoral, que no Brasil as instituições estão funcionando normalmente e juiz algum no Brasil… os juízes todos no Brasil honram a toga e não se deixam abalar por qualquer manifestação que eventualmente possa ser compreendida como de todo inadequada.”

Repercussão (Celso de Mello)

O decano Celso de Mello classificou a afirmação como “inconsequente e golpista” em nota enviada por escrito ao jornal “Folha de S. Paulo”. O ministro ressaltou na mensagem que a votação recorde do deputado – o mais votado da História do país – não legitima “investidas contra a ordem político-jurídica”.

Repercussão (STF)

Segundo a coluna da Miriam Leitão no “Globo”, três ministros do Supremo consideraram extremamente grave a declaração do deputado Eduardo Bolsonaro . Um deles lembrou que, para fechar o Supremo Tribunal Federal, “o que nem a ditadura tentou”, será preciso “antes disso revogar a Constituição”. Eles preferiram falar sem serem citados porque a decisão tomada é a de que o STF fale por uma única voz – do presidente Dias Toffoli, que estava em um congresso em Veneza.

Repercussão (Dias Toffoli)

O presidente do Supremo, Dias Toffoli, afirmou por meio de nota nesta segunda-feira (22) que “atacar o Poder Judiciário é atacar a democracia”: “O Supremo Tribunal Federal é uma instituição centenária e essencial ao Estado Democrático de Direito. Não há democracia sem um Poder Judiciário independente e autônomo. O País conta com instituições sólidas e todas as autoridades devem respeitar a Constituição. Atacar o Poder Judiciário é atacar a democracia.”

Fonte: G1

Ação do PDT contra Bolsonaro

Jorge Mussi, corregedor do TSE, deu prosseguimento neste domingo (21) a ação apresentada pelo PDT e pela Coligação Brasil Soberano (integrada por PDT e Avante) contra Jair Bolsonaro. Uma segunda ação, com teor parecido, apresentada apenas pela coligação, também foi instaurada.

O corregedor deu prazo de cinco dias para a defesa do candidato se manifestar e negou todos os pedidos de liminar que constavam das duas ações.

O PDT e a coligação baseiam as ações em reportagem da “Folha de S.Paulo” segundo a qual empresários que apoiam Bolsonaro contrataram serviços para envio em massa de mensagens contra o PT por meio do WhatsApp.

Pesquisa CNT/MDA

Segundo a pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (22), nos votos válidos Bolsonaro (PSL) tem 57% e Haddad (PT) 43%.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 20 e 21 de outubro, em 137 municípios de 25 unidades da federação. Ela está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00346/2018 e tem nível de confiança de 95%.

Fonte: UOL

1 Comentário

  1. Foi uma frase com contexto diferente , mas os esquerdistas utilizaram somente a frase e não a pergunta e resposta inteira , coisa de quem já esta derrotado .

Deixe uma resposta