CPI do caso do cão Orelha já tem assinaturas necessárias para ser instalada

Foto: reprodução

O deputado estadual Mário Motta (PSD) anuncia que obteve as 14 assinaturas necessárias para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que vai apurar possíveis inconsistências na investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis.

O requerimento protocolado pelo parlamentar tem como objetivo esclarecer pontos ainda obscuros da investigação, especialmente quanto à condução do inquérito, cronologia dos fatos, acesso às provas e transparência dos procedimentos adotados pelos órgãos responsáveis. Entre os temas que devem ser apurados estão depoimentos, laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e o arquivamento do caso pelo Ministério Público.

Poderão ser convocados para depor na CPI testemunhas, vizinhos e o veterinário que atendeu o cão comunitário, além de agentes públicos, como o governador Jorginho Mello (PL), que declarou ter tido acesso a provas de “embrulhar o estômago”, dos delegados e agentes da Polícia Civil envolvidos na investigação e de promotores do Ministério Público.

“O arquivamento do caso demonstrou que há inconsistências que precisam ser explicadas. O nosso objetivo nunca foi apontar culpados previamente, mas garantir que todos os questionamentos levantados ao longo desse processo sejam respondidos de forma transparente. Como um levantamento tão robusto analisado resultou em nada? São muitas informações desencontradas que precisamos esclarecer”, afirmou.

Os próximos passos compreendem a leitura oficial do pedido em plenário, seguida pela análise jurídica de admissibilidade pela Procuradoria. Com a posterior publicação do ato de criação no Diário Oficial, os líderes partidários serão notificados para indicar os membros da comissão respeitando a proporcionalidade das bancadas. Por fim, o colegiado realizará a reunião de instalação para eleger o presidente, o vice-presidente e designar o relator, ato que dará início oficial às investigações e depoimentos sobre o caso.

Assinaram o requerimento os deputados:

Mário Motta (PSD)

Napoleão Bernardes (PSD)

Nilso Berlanda (PSD)

Marcius Machado (PL)

Luciane Carminatti (PT)

Marquito (PSOL)

Pedro Baldissera (PT)

Neodi Saretta (PT)

Rodrigo Minotto (PDT)

Serginho Guimarães (União Brasil)

Altair Silva (PP)

Fabiano da Luz (PT)

Volnei Weber (MDB)

Tiago Zilli (MDB)

Fonte: Alesc

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