A aposta eleitoral de Décio Lima para chegar ao Senado

Fotos: reprodução

Na pré-campanha para a eleição ao Governo de Santa Catarina de 2022, o então pré-candidato pelo PT, Décio Lima, afirmava que chegaria ao segundo turno, por conta da divisão dos votos do campo da direita. Eram pelo menos cinco nomes competivos por este segmento.

Há quatro anos, poucos acreditavam na matemática eleitoral que Décio tentava mostrar, até pelo que apontavam as pesquisas de opinião antes da campanha começar.

O resultado todos conhecem. Décio Lima fez mais de 710 mil votos e foi para o segundo turno com Jorginho Mello (PL), superando nomes como o então governador Carlos Moisés (Republicanos), Gean Loureiro (União), Esperidião Amin (PP) e Odair Tramontin (Novo).

No segundo turno, Décio fez 1.237.016 votos, 29,31% dos votos válidos.

O principal nome do PT de Santa Catarina aposta que o fato pode se repetir novamente. E já ouvimos a mesma coisa de políticos ligados ao campo da direita, preocupados com a pulverização de nomes deste segmento.

Eram três pré-candidatos competitivos; agora entrou um quarto. Caroline de Toni (PL), Carlos Bolsonaro (PL), Esperidião Amin (PP) e Antídio Lunelli (MDB). Se Lunelli não é favorito no seu campo político, certamente fará uma expressiva votação na região norte, sua base eleitoral, tirando votos dos demais.

Lembrando que, para esta eleição ao Senado, o eleitor vota em dois candidatos, apesar de que muitos eleitores acabam só registrando um voto. A última eleição com duas vagas foi em 2018, quando entraram Esperidião Amin, com 1.226.064 votos, 18,77% dos votos válidos, e Jorginho Mello, 1.179.757 votos, o que representa 18,07% dos votos válidos.

Lucas Esmeraldino, então na onda do PSL, fez 1.161.662 votos; o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) 999.043 e Paulo Bauer (PSDB) 802.037 votos. Os candidatos do PT foram Ideli Salvati e Lédio Rosa, que somados fizeram pouco mais de 660 mil votos. Se juntarem com os votos dos candidatos do PSOL, este número chega a quase 800 mil votos.

Ou seja, Décio Lima terá que fazer mais do que isso se quiser ficar com uma das vagas. É difícil, mas ele tem muito mais densidade eleitoral que os nomes da esquerda de quatro anos atrás, além de um recall dos mais de 1,2 milhão que obteve na eleição passada, uma grande visibilidade como presidente nacional do Sebrae e a proximidade com o presidente Lula (PT) e o Governo Federal.

A empreitada é difícil, mas desta vez o Informe não vai duvidar do cálculo eleitoral do petista.

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