Para onde vai o vereador Bruno Cunha?

Foto: divulgação

A legislação eleitoral determina que qualquer pessoa para atuar na política eleitoral deva estar filiada a algum partido. Eu entendo que é importante, pois um partido deveria representar as ideias e propostas de um grupo de pessoas, mas hoje, infelizmente, as siglas acabam sendo dominadas pelos interesses de caciques.

Mas faz parte da regra do jogo.

O vereador Bruno Cunha, segundo mais votado na última eleição para a Câmara, nunca escondeu sua insatisfação com o PSB, assim como muitos outros filiados, como por exemplo, o prefeito de Blumenau Mário Hildebrandt e o ex-presidente estadual Paulinho Bornhausen, que anunciaram desfiliação, em dezembro do ano passado e na semana passada, respectivamente.

Mas para sair e não perder o mandato, tem três alternativas: precisa que o partido concorde, buscar judicialmente ou esperar a janela partidária, em abril do ano que vem. Bruno diz que tem a anuência dos dirigentes no campo municipal e no estadual, mas não no nacional.

Nesta segunda-feira, o vereador disse ter recebido um telefonema de Carlos Amatasha, vice-presidente nacional, que está em Santa Catarina para oficializar a saída de Paulinho Bornhausen e reorganizar o partido. Teria oferecido a presidência do partido em Blumenau.

Mas ele não deve aceitar. Considera sua atuação incompatível com a postura do PSB nacional, afinado com o PT, além de considerar que faltará densidade eleitoral da sigla para o pleito de vereador em 2020.

No último domingo, teve uma conversa com a deputada estadual Paulinha, do PDT, partido da qual Bruno foi filiado quando era mais jovem. Diz que o projeto da deputada é fortalecer a sigla em Blumenau, dando carta branca para o vereador estar a frente deste processo. Hoje na cidade o PDT está sem executiva municipal, situação que se agravou com a desfiliação de Roberto da Luz, ex-presidente.

Bruno Cunha diz que tem um apreço todo especial pelo seu ex-partido, mas ainda não tem a certeza da mudança, por conta das indefinições internas do PDT. Diz que recebeu convites de outras siglas, mas não se identifica muito com elas. E garante:

“Eu só ficarei num lugar onde tenha autonomia pra ser quem sou. Não vou aceitar abaixar cabeça para caciques partidários!”

2 Comentário

  1. Ola!Como filiado e militante do PDT de Blumenau qualquer pessoa pode pertencer aos quadros do partido.O PDT de Blumenau tem suas raizes históricas voltadas as questões trabalhistas e educacional,desta forma sempre preservou a participação do debate de forma coletiva.Penso que o Debate deve ser feito com todos para fortalecer a vontade da maioria e não um projeto individual,imposto de forma unilateral e vertical,aonde a resistência vai sempre existir,algo que não é bom na construção partidária.O Diálogo,respeito e transparência e bom para o fortalecimento da democracia interna,algo salutar na política.

  2. “Eu só ficarei num lugar onde tenha autonomia pra ser quem sou. Não vou aceitar abaixar cabeça para caciques partidários!”

    Se agir desta maneira , terá apoio dos eleitores .

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