O impacto dos bloqueios de bens nas obras em execução pela Prefeitura de Blumenau

Foto: MPSC

O Informe Blumenau não publicou notícia sobre o bloqueio dos bens de empresários, empresas e agentes públicos investigados nas três operações do GAECO na semana passada envolvendo contratos na Prefeitura de Blumenau por não ter acesso ao processo, que tramita em segredo de Justiça. Tentamos de todas as formas e saudamos a repórter Bianca Bertoli e a NSC pela divulgação dos bastidores da investigação e informação do bloqueio.

Na primeira operação deflagrada pelo GAECO, na quarta-feira passada, chamada de Ponto Final, a investigação foi sobre a formação de um cartel para obras na cidade, com a anuência de alguns agentes públicos, entre 2020 e 2024. A estimativa do GAECO é que os contratos envolviam R$ 560 milhões e que R$ 117 milhões teriam sido desviados de prefeituras da região, cerca de R$ 80 milhões da de Blumenau. As empresas envolvidas foram proibidas de prestar serviço ao Poder Público, apenas dar sequência aos trabalhos em curso.

Aí entram dois problemas para a gestão atual, de Egidio Ferrari (PL), administrar, ela que não é alvo de investigação.

O primeiro são os novos contratos. Um é a nova ponte do binário da Itoupava Norte, que será paralela à atual, a ponte Santa Catarina. As duas empresas que venceram a licitação estão entre as investigadas e, portanto, a licitação deve ser refeita.

Outra situação diz respeito ao bloqueio de bens das empresas que prestam serviço atualmente. Segundo a reportagem da Bianca Bertoli, 20 empresas foram alvo da ação judicial que determinou o bloqueio. Com este bloqueio, as empresas terão problemas para fazer o pagamento dos seus trabalhadores, além de insumos para manter as máquinas funcionando e outras despesas.

Como isso se resolverá? Os impactos serão inevitáveis e a Prefeitura ainda não consegue medi-los, mas é certo que vai trazer ainda mais prejuízos para a população.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*