Representantes dos três conselhos tutelares de Blumenau estão dando visibilidade e buscando uma solução para uma realidade que quem é usuário do sistema de saúde da cidade conhece bem. A demora no atendimento da rede pública em muitas especialidades médicas, em especial na área de saúde mental.
Os conselheiros encaminharam para a Câmara de Vereadores, Ministério Público e Defensoria Pública um documento recente solicitado à Secretaria de Saúde do Município sobre o serviço de regulação, que gerencia os pedidos de consultas e exames. O recorte apresentado é de apenas crianças e adolescentes, público-alvo do Conselho Tutelar.
Os dados apresentados apontam que 5.324 crianças aguardam atendimento e 15.089 adolescentes, sem precisar o tempo de espera. Crianças são aquelas até 11 anos de idade, adolescentes até 18. A fila de atendimento para psicólogos é de 2.102 pacientes, fonoaudiologia é de 2.054 e otorrinolaringologia tem 2.121 pessoas. A espera para triagem no centro especializado de teabilitação mental de média e alta complexidade aponta 1.549 pacientes.
São 1.289 crianças e adolescentes na fila de espera para exames de ultrassom.
A movimentação do Conselho Tutelar é a partir da demanda de pais, que tentam garantir os direitos dos filhos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. Agora os conselheiros querem mobilizar outros órgãos para tentar amenizar as filas.
Aqui o Informe Blumenau abre espaço para o pai Alexandre Gonçalves, usuário da rede pública municipal de saúde com duas crianças. Meu filho esperou um ano e meio para uma consulta com neuropediatra desde o encaminhamento. Um ano e meio.
A neuropediatra encaminhou meu filho para acompanhamento com um terapeuta ocupacional. Tentamos na Policlínica, fomos encaminhados para o Ambulatório Geral e, depois de duas semanas, recebemos a informação de que não há este profissional na rede pública.


Se as agendas destes profissionais fossem publicas teria como controlar o fluxo, pois muitos destes ficam fechados dentro da sala coçando, bastava uma mera fiscalização. a (in)gestão deveria coordenar as agendar dos profissionais, e fazer um acompanhamento do que é produzido, do que tem de vaga disponível para otimizar. Mas o corporativismo é maior enquanto um secretário for da categoria e politico não um administrador que entenda o que está fazendo só será pior.
Uma solução : Reduzir o repasse do duodécimo que a Prefeitura faz a Câmara todos os anos para 1,50 % e utilizar este valor no atendimento as crianças , com fiscalização permanente pelos próprios vereadores .
A câmara eliminar os veiculos alugados e motoristas , deixar somente um veiculo e sem motorista, já que todos os vereadores sabem dirigir , e cortar gastos como café,chá, telefones, etc…e exigir o mesmo da prefeitura.
Dinheiro tem para atender as crianças , basta o poder público e o poder legislativo cortarem benefícios que os pais das crianças na fila não possuem , mas pagam para que os políticos e comissionados tenham.