A declaração de bens dos candidatos à Presidência da República ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra um cenário de extremos financeiros entre os postulantes. No topo da lista, o estreante Augusto Cury (Avante) declarou R$ 242 milhões, valor 7 mil vezes superior ao patrimônio de R$ 33 mil informado por Samara Martins(UP), o menor montante declarado entre os nomes registrados para a disputa.
Augusto Cury (Avante): R$ 242 milhões
O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) registrou o maior patrimônio entre os candidatos, totalizando R$ 242 milhões.
Desse montante, R$ 121 milhões referem-se a empréstimos feitos à empresa Filadélfia Nature Participações, além de R$ 54 milhões em participações societárias e R$ 33 milhões em ações.
Vice de Cury, o ex-deputado Júlio Delgado (Avante) informou possuir R$ 3,5 milhões.
Romeu Zema (Novo): R$ 178,7 milhões
O candidato do Novo, Romeu Zema, declarou R$ 178,7 milhões em bens, um aumento de 37,7% em relação a 2022.
O patrimônio de Zema está concentrado majoritariamente em participações em empresas, incluindo R$ 94,5 milhões em uma holding familiar.
Vice de Zema, Eduardo Girão (Novo) declarou R$ 34,1 milhões, apresentando uma queda de 6,3% em comparação a 2018
Ronaldo Caiado (PSD): R$ 52,5 milhões
Ronaldo Caiado (PSD) informou ao TSE um patrimônio de R$ 52,5 milhões, o que representa uma alta de 111% ante 2022. A chapa conta com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, como vice, que declarou R$ 21 milhões, valor 311% superior à sua última disputa eleitoral em 2008.
Wilson Grassi (Democrata): R$ 50 milhões
O veterinário Wilson Grassi (Democrata) declarou possuir R$ 50 milhões. Segundo o registro oficial, esse valor está distribuído entre bens imóveis (incluindo direitos sobre imóveis financiados) e participações em capital social de diversas sociedades empresariais.
Vice de Grassi, Suêd Haidar informou possuir R$ 460 mil.
Flávio Bolsonaro (PL): R$ 8,2 milhões
O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou um patrimônio total de R$ 8,2 milhões para a disputa. Esse montante representa um crescimento de 370% em relação ao valor informado em 2018, ano em que foi eleito para o Senado Federal.
A principal mudança no acúmulo de bens foi a inclusão de uma casa em Brasília, avaliada em R$ 6,2 milhões, que responde pela maior parte da alta patrimonial registrada no período.
Na chapa do PL, o candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, informou possuir R$ 565 mil em bens, apresentando uma evolução financeira de 95% na comparação com o pleito de 2022.
Lula (PT): R$ 4,8 milhões
O candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio total de R$ 4,8 milhões, valor que representa uma queda de 35,7% comparado aos R$ 7,4 milhões informados em 2022.
A principal causa dessa redução foi o decréscimo nos valores mantidos em planos de previdência privada (VGBL), que caíram de R$ 5,6 milhões para R$ 3,3 milhões. Além disso, itens que figuravam na lista anterior, como créditos decorrentes de empréstimos pessoais e valores de devoluções judiciais, não constam no registro atual.
Por outro lado, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) viu seus bens mais que triplicarem, passando de R$ 1 milhão para R$ 3,3 milhões.
Clariana Barão (DC): R$ 1,8 milhões
A candidata à Presidência pelo Democracia Cristã (DC), Clariana Barão, declarou um patrimônio total de R$ 1,8 milhão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A declaração é composta majoritariamente por bens imóveis e um veículo de luxo.
Renan Santos (Missão): R$ 795 mil
Renan Santos (Missão), estreante em disputas eleitorais, declarou R$ 795 mil, sem detalhar imóveis ou veículos.
O montante informado está dividido em: R$ 300 mil em “outros créditos e poupança vinculados”, R$ 275 mil em bens relacionados ao exercício de atividade autônoma, R$ 120 mil em outras participações societárias e R$ 100 mil em quotas de capital.
O vice de Renan, Coronel Medina, declarou R$ 1,6 milhão, incluindo itens como uma medalha de ouro de R$ 200 mil e uma espada de oficial da Polícia Militar.
Fonte: G1



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