Bolsonaro reconhece que Aliança não disputará eleições municipais se TSE vetar assinaturas eletrônicas

Foto: Reuters

O presidente Jair Bolsonaro reconheceu nesta quinta-feira que o novo partido que será criado por ele, o Aliança pelo Brasil, não conseguirá disputar as eleições municipais de 2020 se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vetar a coleta eletrônica de assinaturas, e disse que nenhum ministro fará parte da legenda para evitar acusações de uso da máquina pública.

Bolsonaro tem presença prevista nesta quinta na primeira convenção nacional da Aliança, partido criado por ele após romper com o PSL, pelo qual se elegeu presidente no ano passado.

Para estar apto a disputar a eleição municipal do ano que vem, o partido precisa formalizar seu registro junto ao TSE até o início de abril. Para isso, são necessárias cerca de 492 mil assinaturas em pelo menos 9 Estados — que precisam ser conferidas pelos Tribunais Regionais Eleitorais de cada Estado.

“Estamos aguardando a decisão do TSE se pode ocorrer a assinatura eletrônica. O voto pode, assinatura não pode? Não sei. De acordo com a decisão, a gente vai saber se forma para março ou para o final do ano que vem”, disse Bolsonaro a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada.

“Se for possível (assinatura) eletrônica a gente forma o partido para março, se não for possível, eu não vou entrar em disputas municipais no ano que vem, estou fora”, acrescentou.

Atualmente, a possibilidade aventada por Bolsonaro de obter assinaturas digitais para apoio à criação da nova legenda não está prevista em resolução do TSE.

O presidente também acrescentou que o novo partido não contará com nenhum dos atuais ministro do governo. “Não vamos ter a participação do governo na criação do partido… para evitar interpretação equivocada de que estou usando a máquina pública para formar um partido, zero”, afirmou.

O problema está justamente nas eleições do ano que vem. Bolsonaro precisa criar um “tecido eleitoral” que o ajudaria e muito em uma provável candidatura à reeleição em 2022. Mas qual partido lançaria um candidato que em breve estará em uma outra sigla? Quem investiria? O PSL?

Com informações: Reuters

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