Hoje Blumenau tem três deputados eleitorais com base na cidade, se considerarmos também Gilson Marques (Novo), com domicílio eleitoral em Pomerode. Além dele, Ismael dos Santos (PL) e Ana Paula Lima (PT), os três candidatos à reeleição.
Com a possibilidade de esquecermos de algum nome, o Informe apontou que teremos, na eleição deste ano, nove candidatos com base eleitoral em Blumenau.
Três são do campo da esquerda. Além de Ana Paula, o PSOL lançará duas candidaturas: a da liderança indígena Nandja Xokleng e a de Inácio Sperber, ex-presidente do Conselho Municipal de Cultura.
Podemos; Republicanos e PL apresentam também dois candidatos cada na eleição de outubro. O PL conta agora com Ismael dos Santos, eleito em 2022 pelo PSD, e o ex-prefeito João Paulo Kleinübing. O Republicanos tem como candidatos a vice-prefeita Maria Regina Soar e o vereador Egidio Beckahuser, e o Podemos, dois vereadores: Cristiane Loureiro e o presidente da Câmara, Ailton de Souza, o Ito.
Partidos tradicionais, como PSD, MDB, União, PSDB e PP não terão candidatos de Blumenau nas urnas.
O Informe entende que a cidade corre o risco de diminuir sua representação. Acredita que Ana Paula Lima é favorita à reeleição, mas agora não tem certeza do desempenho dos demais deputados candidatos, sempre favoritos por conta da atuação parlamentar e estrutura. Gilson Marques tem contra si a desidratação do seu partido, o Novo, e Ismael dos Santos corre o risco de ser engolido pelo eleitor mais bolsonarista, agora no PL, sem desconhecer o apelo que tem junto aos fiéis da Igreja Assembleia de Deus, onde aparece como candidato único do segmento.
Os demais são uma aposta, com olhar curioso para o desempenho de Kleinübing, que conta com o apoio da administração municipal e de Egidio Beckhauser. Importante refletir que todos disputam votos dentro das próprias legendas, e tanto o PL como o Podemos e o Republicanos têm nomes mais competitivos internamente.
Para chegar à Câmara dos Deputados, o candidato — e a nominata — precisam ter fôlego. Estima-se que o quociente partidário para se obter uma cadeira direta exija 230 mil votos. Neste caso, para que um candidato esteja apto a disputar uma vaga, ele precisa atingir 20% deste número, no caso, entre 45 e 46 mil votos.



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