Neste sábado, às 10h da manhã, o Instituto Mães do Amor em Defesa da Diversidade realiza um ato público nas escadarias da Catedral São Paulo Apóstolo, em Blumenau, em alusão ao Dia Internacional de Combate à LGBTfobia e também em celebração aos quatro anos de atuação da organização.
A data de 17 de maio é reconhecida internacionalmente como marco da luta contra a LGBTfobia por lembrar o dia em que a Organização Mundial da Saúde retirou a homossexualidade da classificação internacional de doenças, em 1990. Mesmo após mais de três décadas, movimentos sociais afirmam que seguem sendo necessários espaços públicos de resistência e defesa da dignidade da população LGBTI+.
Segundo o Instituto Mães do Amor, o ato ocorre em meio ao crescimento de propostas legislativas e discursos considerados discriminatórios contra pessoas LGBTI+ em Blumenau e em Santa Catarina.
A organização relembra os vetos do prefeito Egídio Ferrari (PL) a projetos aprovados pela Câmara Municipal em 2025 voltados à promoção de direitos da população LGBTQIAPN+, entre eles iniciativas relacionadas ao reconhecimento da identidade de gênero e à criação de ações de conscientização e combate à violência contra pessoas LGBTI+.
A entidade também demonstra preocupação com novos projetos atualmente em tramitação na Câmara de Vereadores de Blumenau, especialmente propostas que pretendem restringir debates sobre gênero e diversidade nas escolas e um projeto que busca impedir a participação de crianças e adolescentes na Parada do Orgulho LGBTI+ da cidade.
Para a ONG, associar a Parada LGBT à erotização ou ameaça às infâncias reforça estigmas históricos e preconceitos que contribuem para violência, exclusão social e discriminação.
“O que ameaça crianças e adolescentes não é ver pessoas LGBTI+ ocupando as ruas com orgulho. O que ameaça é o preconceito, o bullying, a expulsão de casa, a violência e os discursos que tentam transformar nossa existência em algo criminoso ou imoral”, afirma a diretoria da organização.
O Instituto destaca ainda que a Parada do Orgulho LGBTI+ de Blumenau será realizada neste ano no dia 2 de agosto e reforça que o evento possui caráter político, social e cultural, voltado à defesa de direitos humanos e ao enfrentamento da violência.
Outro ponto levantado pela entidade diz respeito a propostas que tentam restringir debates sobre gênero, diversidade sexual e igualdade nas escolas. Segundo o movimento, iniciativas desse tipo promovem censura pedagógica e afrontam princípios constitucionais ligados à liberdade de ensinar e aprender.
O Instituto Mães do Amor integra a ação judicial que questiona a constitucionalidade da Lei Estadual nº 19.776/2026, norma catarinense que permite que responsáveis impeçam estudantes de participarem de atividades pedagógicas relacionadas a identidade de gênero, orientação sexual e igualdade de gênero. A ação tramita no Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Durante o ato deste sábado haverá microfone livre para manifestações da comunidade, familiares, estudantes, apoiadores e movimentos sociais. Também será realizada uma celebração simbólica pelos quatro anos da ONG, com distribuição de brigadeiros ao público.
Fundado em Blumenau, o Instituto Mães do Amor atua no acolhimento de famílias, promoção de direitos humanos, combate à discriminação, ações educativas, culturais e de saúde, além de articulações estaduais e nacionais em defesa da população LGBTI+.
Serviço
Data: sábado
Horário: 10h
Local: Escadarias da Catedral São Paulo Apóstolo – Blumenau/SC



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