Análise | Sobrou para o marqueteiro!

Foto: divulgação PL

No final da semana passada, o Informe Blumenau publicou um post afirmando que o marqueteiro da (pré)campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República não deveria saber do envolvimento do candidato com Daniel Vorcaro e o Banco Master, por conta da camisa que o senador usou em Santa Catarina, tentando associar o escândalo do banco com o presidente Lula (PT).

Depois de alguns novos vazamentos, inclusive de que Flávio Bolsonaro esteve com Vorcaro depois da primeira prisão dele, quando estava com tornozeleira eletrônica, e uma série de entrevistas desastrosas para tentar explicar o inexplicável, sobrou para o marqueteiro. Saiu Marcello Lopes, entrou Eduardo Fischer.

Ainda relutando em trocar o candidato, decidiu-se por trocar o responsável pelo marketing. Como se houvesse marketing capaz de resistir a um desastre desse porte em ano eleitoral.

A bola de neve dos fatos atropela as narrativas. Mas, mesmo assim, elas seguem, derretendo a cada nova revelação.

Para o cidadão de bem que acredita nesta história de filme, com um investimento milionário de um banqueiro encrencado, num fundo de investimento americano com ligações ao irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado, num filme de autopromoção para a família Bolsonaro, fica a dica.

Assuma que tudo vale para não eleger Lula para mais um mandato, mesmo votar num político conhecido por seu envolvimento com rachadinhas e milicianos, com produção legislativa mínima, que escondeu até quando deu seu envolvimento com o protagonista do maior escândalo financeiro do país.

É uma posição política controversa, mas uma posição política.

Fora isso, é vestir a carapuça de otário. Ou mal-intencionado.

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