A pressão para tirar o Novo da majoritária liderada pelo governador Jorginho Mello

Imagem: reprodução

O pré-candidato do Partido Novo à presidência da República, Romeu Zema, não esperou nem baixar a poeira para criticar Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente pelo PL, por seu envolvimento com Daniel Vocaro e o malfadado banco Master.

“É um tapa na cara, Flávio, você cobrando dinheiro do Vocaro é imperdoável”, falou em vídeo publicado nas redes sociais.

Foi o que bastou para a ala mais bolsonarista do PL catarinense reagir.

A deputada federal Júlia Zanatta não poupou Zema, saindo em defesa de Flávio Bolsonaro. Chamou a fala de Zema de patifaria, de falso aliado, “não esperou uma hora para aproveitar o fato e pisar em Flávio”.

“Se eu mandasse no PL, se eu fosse o Valdemar, mandasse no PL nacional, eu ia mandar que ele proibisse aliança com o Novo em qualquer estado”, lembrando que Romeu Zema chegou a ser cotado para ser vice de Flávio Bolsonaro.

O sentimento de Zanatta é o sentimento de muitos no 22 catarinense. Ela não falou, mas em Santa Catarina, o Novo é pré-candidato a vice na chapa de Jorginho Mello, com o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva.

Aí entra o dilema de Jorginho Mello.

Ele largou o MDB para ter o Novo como aliado, numa perspectiva de ter o administrador bem avaliado da maior cidade de Santa Catarina e ainda afastá-lo de João Rodrigues, pré-candidato ao governo pelo PSD. Na eleição passada, em 2024, Novo e PSD estiveram juntos.

Vai manter a aliança, correndo o risco destes desgastes, ou correr um risco ainda maior, de jogar o Novo para os braços do principal adversário?

O momento é de baixar a fervura.

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