A matemática sobre o pedido de cassação do vereador Almir Vieira

Foto: divulgação

Nesta terça-feira, a Câmara de Blumenau definiu o rito para analisar o pedido de cassação do vereador Almir Vieira (PP), por improbidade administrativa. Será através de uma comissão processante, com três vereadores escolhidos por sorteio. Bruno Cunha (Cidadania), Jean Volpato (PT) e Egídio Beckahuser (Republicanos). Beckhauser é o presidente, Jean o relator.

E a primeira reunião oficial acontecerá nesta quinta-feira, antes da sessão ordinária, com transmissão pela TV da Câmara. As demais não serão transmitidas, pois o inquérito policial tramita em segredo de justiça. O advogado de Almir Vieira pode participar das reuniões.

Durante 90 dias, os três vereadores se debruçarão sobre o inquérito policial que envolve Almir e abrirão espaço para o contraditório. E, ao final, Volpato apresentará o relatório que poderá indicar pela absolvição ou pela cassação.  Um vereador com quem conversamos aventou a possibilidade de outro tipo de penalidade, como suspensão do mandato ou advertência, mas a Procuradoria Jurídica da casa não tem uma posição, pois não foi demandada. Caso seja, se manifestará, foi a informação que obtivemos da assessoria de imprensa da Câmara.

Pelo histórico dos três vereadores, é difícil imaginar que Beckahuser e Volpato aliviem a barra de Almir. Bruno Cunha dependerá do andamento das reuniões. Na sessão desta terça-feira, na votação da admissibilidade, os três membros da comissão votaram favoráveis.

O que eles decidirem na Comissão vai ser votado em plenário, pelos 15 vereadores, inclusive o presidente Ito (PL) e o suplente Rodrigo Marchetti (PP), que assume na semana que vem.

Aí parece que residem as chances de Almir. É necessário 2/3 dos votos, dez. Na votação da admissibilidade, um vereador votou contra, Jovino Cardoso (PL), e dois se abstiveram, Alexandre Matias (PSDB) e Marcelo Lanzarin (PP). Todos próximos de Almir Vieira.

Imagina-se que, sem fatos novos, os três estarão ao lado do colega afastado pela Justiça. Faltam dois votos. O petista Adriano Pereira sempre foi próximo a este grupo, resta saber se votará junto ou contra.

Outros pontos de interrogação são Silmara Miguel (PSD), Cristiane Loureiro (Podemos) e o próprio Bruno Cunha, vereadores que trabalharam alinhados com Almir Vieira.

E a grande dúvida é como votará o delegado de polícia e suplente do PP, que está assumindo graças a um processo que foi deflagrado pela instituição que ele comandou na região de Blumenau por mais de dez anos.

Com tendência de votar pela cassação, estão os dois do Novo, Diego Nasato e Bruno Win, Flávio Linhares (PL), Professor Gilson (União), Ito, Egídio Beckhauser e Jean Volpato. Sete votos.

Então, o placar inicial é de sete votos pela cassação, três pela absolvição e cinco dúvidas. Isso, é claro, imaginando que a Comissão Processante delibere pelo afastamento definitivo do colega.

 

 

 

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