Os desafios para tornar as cidades mais inteligentes, conectadas e preparadas para o futuro foram tema de um encontro realizado nesta terça-feira (26), em Blumenau, dentro da programação da Semana da Indústria no Vale do Itajaí. A atividade reuniu representantes de prefeituras, empresas e instituições para discutir soluções urbanas baseadas em inovação, dados, sustentabilidade e integração regional.
Durante o evento, foi apresentada a terceira turma do MBI em Smart Cities, pós-graduação desenvolvida em parceria com a Câmara de Smart Cities da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina. A formação é voltada a gestores públicos, empresários e profissionais interessados em transformar desafios urbanos em projetos aplicáveis aos municípios catarinenses.
A aula inaugural será no dia 2 de julho, em Blumenau, e o curso segue até fevereiro de 2027. A turma é estadual, com aulas online e ao vivo uma vez por semana, além de imersões presenciais e missões técnicas nacionais e internacionais, incluindo uma experiência em Barcelona, referência mundial em cidades inteligentes.
Um dos participantes do encontro foi o secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Empreendedorismo de Blumenau, Walfredo Balistieri, que destacou a importância de decisões públicas baseadas em dados. “Cidade inteligente é aquela em que seu povo é feliz. Não existe cidade inteligente sem dados para projetar o seu futuro. Precisamos tomar decisões sem achismo, baseadas em indicadores”, afirmou.
Segundo o coordenador do MBI em Smart Cities, Marcelo Boher, a formação funciona como um laboratório de projetos para enfrentar os desafios da urbanização. “A gente tem percebido que, inevitavelmente, haverá cada vez mais uma migração de pessoas para as áreas urbanas. Isso vai exigir dos gestores públicos uma nova forma de pensar as cidades. A nossa formação é, acima de tudo, um grande laboratório de projetos”, explicou.
O encontro também abordou a importância da aproximação com agentes de fomento, como o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, o BRDE. Para Boher, essa conexão é estratégica para viabilizar projetos que envolvem inovação, desenvolvimento tecnológico e parcerias público-privadas.
A proposta também foi destacada por representantes de municípios da região. Para Rodrigo Ramos, da prefeitura de Timbó, o curso pode fortalecer a integração regional. “A conectividade é importante, principalmente para regiões metropolitanas como o Vale do Itajaí. Já existem iniciativas sobre smart cities nas universidades e empresas, mas talvez faltasse um amálgama para aproximar tudo isso. O UniSenai pode ser essa oportunidade de conexão regional”, avaliou.
A gerente executiva da FIESC no Vale do Itajaí, Graziela da Silva, reforçou que a iniciativa busca aproximar poder público, iniciativa privada e instituições de ensino na construção de soluções para o futuro das cidades.
“Queremos trazer cada vez mais a iniciativa privada para essa discussão. Empresas de tecnologia, arquitetura, urbanismo e diferentes áreas podem contribuir para o futuro das nossas cidades”, afirmou.




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