“Segue o baile” na Comissão Processante que avalia pedido de cassação de Almir Vieira

Foto: Rogério Pires/CMB

O presidente da Comissão Processante da Câmara de Blumenau, que analisa o pedido de cassação do vereador afastado Almir Vieira (PP), Egidio Becklhauser (Republicanos), chamou para si a responsabilidade de responder aos questionamentos apresentados pela defesa. E negou todos eles.

Alguns questionamentos eram antigos, como a suposta falta de legitimidade do autor da denúncia, no caso o promotor público aposentado, Odair Tramontin, pré-candidato do Novo a deputado estadual, e uma eventual declaração de posição de Egidio, antes mesmo da instalação da comissão, quando este fez uma manifestação contundente para apuração dos fatos, sem, no entanto, citar o vereador Almir Vieira. Estes eram assuntos já tratados na manifestação inicial da defesa e superados pela Procuradoria da Câmara, mas que foram reapresentados.

O assunto novo e principal foi a participação de um assessor da Mesa Diretora na reunião do último dia 13, por vinculação com o Partido Novo. Egiodio afirmou que o assessor não tem ingerência nos trabalhos e que as comissões precisam ter assessoramento durante os trabalhos.

Egídio defendeu ainda que não é preciso aguardar pelo avanço das investigações em curso pela Polícia Civil, pois o que a Comissão analisa é a quebra de decoro parlamentar, citando por mais de uma vez na reunião a prisão de Almir Vieira e a operação policial no gabinete dele na Câmara Municipal. “A análise da quebra de decoro parlamentar tem natureza ética e política”, afirmou, lembrando que “são fatos notórios”.

Sobre as testemunhas, o presidente rejeitou a possibilidade apresentada pela defesa de uma “inominada”, ou seja, a ser conhecida apenas no dia do depoimento. “O rol de testemunhas exige a identificação completa”, justificou. Também negou a possibilidade de manter os depoimentos em sigilo.

Os argumentos de Egidio receberam o respaldo dos demais membros, Jean Volpato (PT) e Bruno Cunha (Cidadania).

Egídio também marcou o depoimento das nove testemunhas apresentadas pela defesa para segunda-feira, dia 4, às 8 horas, e o depoimento de Almir Vieira para a outra segunda, dia 12.

Almir Vieira está afastado do exercício do mandato desde 19 de fevereiro de 2026, por decisão judicial da Vara Estadual de Organizações Criminosas, pelo prazo de 180 dias.

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