“Ou o MDB volta a ser grande, ou aceitará, pouco a pouco, a irrelevância”, diz Chiodini em carta à militância

Foto: divulgação/arquivo

A reação veio. Depois de ver um grupo de 55 prefeitos do MDB, ao lado de deputados estaduais e um federal, além da senadora Ivete da Silveira, em evento pró-Jorginho Mello (PL), na noite desta terça-feira, o presidente estadual da sigla, Carlos Chiodini, engrossou o discurso. Resta saber se terá força para reverter a debandada da sigla, que está na aliança de João Rodrigues (PSD), mas com parte dos filiados com cabeça e coração no projeto de reeleição do governador.

“Após ser esnobado e preterido pelo atual governo no início deste ano, o MDB, em vez de se posicionar com firmeza, assiste à construção de um movimento conduzido por pessoas que, até ontem, não tinham qualquer compromisso com a nossa história. Um movimento que tenta empurrar o partido para uma aliança subordinada, baseada em interesses pontuais, como uma eventual suplência ao Senado, e não em um projeto real que respeite o tamanho de uma sigla que ajudou a construir Santa Catarina. Isso não é estratégia. Isso é apequenamento”, escreveu, lembrando que a sigla estava embarcada no projeto de reeleição, mas foi abandonada pelo governador, que optou por Adriano Silva (Novo), ex-prefeito de Joinville.

“É preciso dizer com todas as letras: o MDB não nasceu para ser figurante. Não nasceu para aceitar migalhas. Não nasceu para ser linha auxiliar de um governo que não nos respeita, não na minha gestão como presidente. Quero deixar claro: se estivesse pensando em um projeto pessoal, já teria ocupado espaços, cargos ou feito qualquer composição conveniente. Caminhos não faltaram. Porém, nunca foi esse o meu compromisso. Tenho uma trajetória de lealdade ao partido, não de conveniência pessoal. O que está acontecendo hoje é grave. Aos 60 anos, o MDB de Santa Catarina corre o risco de se transformar em um partido fragmentado, de decisões isoladas, em que interesses individuais se sobrepõem ao projeto coletivo. Um partido que deixa de liderar para apenas acompanhar.”

A afirmação acima é contundente, mas não retrata os últimos momentos. O presidente Carlos Chiodini tenta manter as rédeas de uma sigla com história, mas hoje entregue ao pragmatismo da política.

 

 

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