Cinco mulheres mortas em um único fim de semana. Cinco histórias interrompidas pela violência. Quatro famílias destroçadas. Esses números não podem ser tratados como estatística, e cada uma delas nos obriga a fazer a pergunta que não podemos fugir: onde estamos errando?
Seus nomes precisam ser lembrados: Jadna Custódia Ferreira Vieira, professora de 55 anos, de Araranguá; Érika Zanaro Borges e Tatiane Rebelatto Zanaro, de Passos Maia; Bárbara Silveira Bage, de Balneário Rincão; e Karen Magalhães, de Alfredo Wagner. Mulheres assassinadas dentro de suas próprias casas, muitas vezes por homens que deveriam protegê-las.
A Lei Maria da Penha existe há quase 20 anos. Temos delegacias especializadas, botão do pânico, medidas protetivas. E ainda assim, o ciclo de mortes não para.
Pensando nisso, apresentei na ALESC um novo Projeto de Lei que impõe um novo protocolo de proteção para as mulheres vítimas de violência doméstica. O objetivo é garantir a aplicação das medidas protetivas, o acompanhamento dos agressores, mas principalmente uma avaliação que dê prioridade para os casos de alto risco.
Ainda mais urgente é a mudança na forma que educamos meninos e meninas. E o primeiro passo é termos a coragem de admitir que estamos presos a um modo de viver extremamente machista e limitante. Programas pedagógicos que versem sobre violências não podem mais ser discutidos sob a égide da ideologia. a luta contra o preconceito e o feminicídio tem que ser assumida por todos e todas.
Quando 5 mulheres são assassinadas, não é tragédia, são mortes sistêmicas: quantas dessas mulheres tinham medida protetiva? Quantas haviam registrado boletim de ocorrência?
O sistema falhou com elas e precisamos corrigir a rota urgentemente.



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