Análise | João Rodrigues já tem data para deixar a Prefeitura de Chapecó, mas ainda há um ponto de interrogação em sua candidatura

Foto: PSD

Um ponto de interrogação não é uma posição definitiva, e sim uma dúvida. E o Informe segue com a dúvida sobre a anunciada candidatura ao Governo do Estado pelo prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).

Uma coisa não resta dúvida. João Rodrigues deixa a Prefeitura no dia 21 de março, um ano e três meses depois de assumir o segundo mandato. Isso é fato, anunciado pelo próprio, num evento que deve servir como uma espécie de pré-lançamento.

Ou seja, João Rodrigues estará apto a entrar em campo para disputar a eleição deste ano. Outro fato.

Ele será candidato. O ponto de interrogação é sobre para qual cargo. Tá certo que a movimentação é ao Governo, mas já vimos muitos casos em que é necessária uma correção de rota no meio do caminho, por acordos eleitorais ou mesmo uma contabilidade mais ajustada de prós e contras.

O Informe não gosta de se basear em pesquisas eleitorais antecipadas, mas as que têm surgido na mídia dão grande vantagem a Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição. Ele está fazendo um governo sem sobresaltos, com bandeiras importantes e de visibilidade, construiu uma parceria com o prefeito da maior cidade de Santa Catarina como vice, tem o 22 por trás, terá dois candidatos do clã Bolsonaro ao seu lado e, claro, a máquina do Governo trabalhando ao seu favor.

Deixar uma prefeitura antes do tempo previsto para não ter um desempenho satisfatório nas urnas pode sepultar planos futuros. João Rodrigues é experiente e entende seus limites e, portanto, estuda correções de rota se o desenho seguir deste jeito. Eu não duvidaria se colocasse o nome para ser candidato a deputado federal ou mesmo ao Senado.

Não será a primeira vez que um político faz isso; a história nos mostra isso.  Um exemplo próximo a Blumenau é quando Napoleão Bernardes, então no PSDB, deixou a Prefeitura no segundo mandato para ser candidato ao Senado, sonhou em ser candidato ao Governo e parou como vice na chapa de Mauro Mariani (MDB), numa dobradinha que não chegou ao segundo turno.

 

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