O presidente do Conselho Municipal de Cultura de Blumenau, José Inácio Sperber, deixou o espaço que ocupava para ser candidato a deputado federal pelo PSOL. Pela legislação eleitoral, membros de conselhos municipais com funções consultivas ou deliberativas são equiparados a servidores públicos e, por isso, devem se afastar das funções exatamente três meses antes da eleição.
Inácio ganhou visibilidade recente nos embates sobre as políticas culturais de Blumenau, que acabaram sendo modificadas na Câmara de Vereadores por meio de um projeto do Executivo. Durante a votação, o vereador Diego Nasato (Novo) afirmou que o Conselho Municipal de Cultura estaria aparelhado por filiados do PSOL.
Em sua carta de renúncia, publicada nas redes sociais, Inácio Sperber manifestou que seguirá defendendo os interesses da cultura de Blumenau.
“Seguirei exatamente onde sempre estive: ao lado das artistas e dos artistas, dos trabalhadores da cultura, dos coletivos e de todas as pessoas que acreditam que a cultura é um direito e que a democracia se fortalece quando a sociedade participa das decisões públicas.”


Esperamos que agora levem ao cargo alguém que não tenha filiação ideologica .
É importante que a história seja contada como ela realmente aconteceu.
Esta renúncia não decorre simplesmente da decisão de disputar um cargo eletivo. Inácio poderia simplesmente se licenciar. Ela é consequência direta do desmonte da participação social na política cultural de Blumenau.
Nos últimos meses, assistimos à aprovação de mudanças que enfraqueceram o Conselho Municipal de Política Cultural, alteraram as regras do Fundo Municipal de Cultura, institucionalizaram mecanismos de censura sobre os projetos inscritos no Edital Herbert Holetz e ignoraram completamente o diálogo com artistas, produtores culturais, conselheiros e a sociedade civil.
A cultura de Blumenau foi amordaçada. Foi silenciada. Foi censurada.
Quando um governo deixa de ouvir a sociedade e transforma os conselhos em meros órgãos homologatórios de decisões já tomadas, não está apenas atacando a cultura. Está atacando a própria democracia participativa prevista na Constituição.
Renunciar, nesse contexto, não é abandonar a luta. É um ato de coerência diante da impossibilidade de legitimar um processo autoritário que despreza a participação popular.
Minha solidariedade e meu respeito pela coragem desta decisão. Os mandatos terminam. A defesa da liberdade de criação, da cultura e da democracia continua. Quando a cultura é calada, toda a sociedade perde a voz.
Ninguém calou ou enfraqueceu a cultura . Apenas colocaram regras corretas para acabar com a baderna que faziam com o dinheiro público.
Ninguém esta atacando a democracia, que faz isto diariamente são os ideologistas de esquerda, que falam sempre em democracia quando algo que não lhes convêm é efetuado .Para quem realmente faz cultura sempre vai haver recursos, cultura não é ideologia ou genero , cultura é cultura quando tratada corretamente .