Nas nossas redes sociais, repercutimos a chegada e as falas do vereador Almir Vieira (PP) em seu retorno para a Câmara, depois de 180 dias de afastamento determinado pela Justiça por conta do envolvimento dele na Operação Happy Nation, deflagrada pela Polícia Civil no começo de fevereiro.
Agora vamos contar o que vimos de perto. Primeiro, é que Almir Vieira reassumiu seu gabinete, no primeiro andar, deslocando o colega suplente Rodrigo Marchetti para o segundo andar. E trouxe de volta os principais assessores, quatro, que estavam com ele antes do afastamento.
Outra que ele foi recebido de casa cheia. Parecia um suplente importante quando assume. Pelo menos a metade do plenário, cerca de 50 lugares, estava preenchida com pessoas ligadas a ele.

Almir entrou no plenário abraçado à filha. Cumprimentou, pelo menos naquele momento, poucos colegas. Alguns pareciam pisar em ovos, outros preferiam ignorar a presença dele e alguns foram solícitos.
Prometeu falar à imprensa ao acabar a sessão, o que não aconteceu.
Na hora de sua manifestação na Tribuna Livre, fez ao seu estilo, mas com cuidado. Disse acreditar na Justiça, agradeceu aos presentes e disse que nada o abala, apenas quando atinge a questão familiar. “Infelizmente alguns não ganham nas urnas e tentam tirar quem tem direito”, dando uma conotação política para uma operação policial e uma decisão judicial.
Destacou defender que toda denúncia precisa ser apurada e disse que não faria análise de juízo das coisas que aconteceram, afirmando que volta para o parlamento com o mesmo intuito de sempre: “trabalhar por todos os bairros”.
“Não voltei para alimentar disputas, e sim pelos eleitores”, dizendo que nunca se preocupou com os colegas, mas que tem colega que se preocupa com ele. “Devo incomodar”, emendou.
E insinuou que poderia estar havendo prevaricação na Casa, quando não há investigação sobre uma denúncia que envolva servidor ou mesmo vereador, sem citar o assunto. O presidente Aílton de Souza, o Ito (Podemos), ao final da fala de Almir, disse que o assunto está sendo apurado. Sobre este assunto, o Informe tratará brevemente.
Criticou a imprensa e o que chama de “bocas alugadas”, sem dar nome aos bois, colocando todos os profissionais no mesmo barco.
E, ao final, deu um recado aos colegas. “Senhores, cuidem dos seus mandatos e que do meu cuido eu.” Façam os seus trabalhos”, lembrando da morte da mãe neste período de afastamento.
Ao final de sua fala, quando a sessão seguia, pediu uma questão de ordem e para se ausentar do restante dos trabalhos, pois teria questões burocráticas ligadas ao seu retorno para fazer e para atender os simpatizantes que foram acompanhar.
Recebeu todos em seu gabinete e resolveu não atender os jornalistas presentes, que representavam, entre outros, o Informe Blumenau, Rádio Menina, a NSC e ND TV, veículos com história na cidade. Perguntei a ele por que mudou de posição sobre não atender à imprensa; disse-me que foi orientado neste sentido.
Almir Vieira está de volta. No seu melhor estilo.
Mas, com decisões que envolvem o avanço do inquérito policial e a decisão judicial sobre a suspensão dos trabalhos da Comissão Processante que analisa o pedido de cassação contra ele, certamente novos capítulos teremos pela frente. Resta saber quando.



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