A confirmação de que o PSOL estará no guarda-chuva de alianças que vem sendo construído pelo ex-presidente Lula e o seu PT desagradou uma parte da sigla, que não concorda com as composições que estão em construção e o exemplo mais acabado desta incomodação é o ex-tucano Geraldo Alckmin, hoje deslocado no PSB, indicado como candidato a vice.
O PSOL aprovou a aliança numa votação que mostra a divisão, 35 a 25. Ela aconteceu durante a conferência nacional eleitoral da sigla neste sábado e logo após foi possível ver diferentes manifestações entre os filiados. É a primeira vez, desde 2004, que o partido não lança candidato a presidente.
“É um marco importante para a unidade da esquerda no país. Entendemos que o enfrentamento ao Bolsonaro e ao fascismo é maior do que as diferenças que existem no campo progressista”, disse Guilherme Boulos, candidato a Presidente em 2018 e pré-candidato a deputado federal por SP, uma das principais lideranças nacionai.
Mas muita gente não gostou, entre elas, Georgia Faust, presidente do PSOL de Blumenau e que havia lançado a pré-candidatura ao Governo de SC, para fazer o contraponto às negociações locais comandadas pelo PT e Décio Lima, presidente estadual e pré-candidato ao Governo. Assim como Lula, Décio tem aberto o leque dos diálogos e traz para aliança políticos como Gelson Merísio (SD) e o senador Dário Berger (PSB).
Geórgia diz que o tipo de aliança que vem sendo construída aqui “seria render-se ao cálculo eleitoral e ao oportunismo.”
“Entendo que o bolsonarismo não será derrotado nas urnas, especialmente em Santa Catarina, e certamente não através de alianças que tendem a reproduzir as políticas econômicas bolsonaristas. Nossas alianças para construir um projeto alternativo têm que ser aquelas que busquem soldar a unidade entre todos os setores do povo trabalhador, e não com a classe dominante”, disse.
Uma das principais lideranças do PSOL em SC, o vereador de Florianópolis Afrânio Boppré, pré-candidato ao Senado, esteve em São Paulo e postou. “Encontro de milhões! Recebendo Lula no ato político do PSOL para declarar nosso apoio a sua pré-candidatura à presidência. Derrotar Bolsonaro é um ato de amor!”
Assim como o PT de Lula, parte das lideranças do PSOL adota uma postura pragmática para esta eleição, aqui sem juízo algum de valor. Outra parte vive uma utopia, também aqui sem juízo de valor.




Sonhar e livre…..PSOL so quer o fundo eleitoral.