Facebook e Instagram proíbem conteúdo em prol do nacionalismo branco

O Facebook já tem políticas de combate a discursos de ódio em sua rede social, mas, nesta quarta-feira (27), anunciou medidas ainda mais rígidas contra esse problema: a partir da próxima semana, postagens que incentivam explicitamente o separatismo branco e o nacionalismo branco serão banidas do Facebook e Instagram.

A decisão foi tomada depois de a companhia ter passado os últimos três meses conversando com pesquisadores e especialistas em relações raciais. Isso porque as políticas do Facebook já proibiam conteúdos favoráveis à supremacia branca, mas a companhia não dava o mesmo tratamento a publicações associadas ao nacionalismo branco e ao separatismo branco.

Denúncias e manifestações de grupos que defendem direitos civis começaram surgir especialmente depois de a Motherboard ter publicado uma investigação sobre o assunto, em maio de 2018. Na época, o Facebook deu a entender, em sua defesa, que nem sempre o nacionalismo branco está ligado a discursos de ódio, razão pela qual havia certa flexibilidade com esse tipo de conteúdo.

De modo bastante simplificado, o nacionalismo branco defende a ideia de uma nação que garanta a sobrevivência da “raça branca”. Já a supremacia branca venera a crença de que os brancos são superiores a outras etnias.

Embora haja algumas diferenças conceituais nesses movimentos, historiadores e pesquisadores do assunto afirmam que ambos estão intimamente ligados e, portanto, devem ser tratados como o mesmo rigor, como se fossem uma coisa só.

A pressão deu certo: “nossos diálogos com membros da sociedade civil e acadêmicos especialistas em relações raciais de todo o mundo confirmaram que o nacionalismo e separatismo não podem ter significados distintos da supremacia branca e ódio organizado”, diz o Facebook, que continua: “embora as pessoas ainda possam demonstrar orgulho por sua herança étnica, não toleraremos enaltecimentos ou apoio ao nacionalismo e separatismo branco”.

Além de combater postagens em prol desses movimentos — a moderação vai ser feita tanto por algoritmos quanto por análise humana —, o Facebook promete direcionar usuários que pesquisarem sobre esses assuntos a páginas que ajudam pessoas a se desassociarem de grupos de ódio, como o site da Life After Hate.

Fonte: TecnoBlog

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