Audiência sobre transporte coletivo de Blumenau dá visibilidade ao tema

A audiência pública realizada nesta quinta-feira – com plenário lotado – para discutir as eventuais mudanças no transporte coletivo de Blumenau teve um grande mérito.

Foto: Informe Blumenau

Dar visibilidade a um assunto que estava restrito a uma Câmara Técnica da AGIR – Agência Intermunicipal de Regulação do Médio Vale do Itajaí -, formada por quatro representantes da Prefeitura, dois da Blumob, dois da Agência e dois da Câmara, entre eles o vereador Almir Vieira, do PP, ele que é da base da administração Napoleão Bernardes e propôs a audiência.

Mudanças estão em gestação – fusão de linhas, diminuição de horários, mudança nos modelos de ônibus, redução da frota exigida (veículos reservas), redução da potência de alguns veículos da frota, compensação pela não pintura da frota, entre outros temas, estavam sendo debatidas entre quatro paredes.

Agora viraram públicas. E por isso só, a audiência foi positiva , apesar da falta de deliberações, de encaminhamentos e da claque ligada ao PT e outros grupos na plateia.

E das ausências e dos silêncios. Ausência da Blumob e o silêncio do Seterb,  na figura do presidente Carlos Lange, presente, mas quase mudo.

Sem a empresa que presta o serviço e com a omissão do Poder Concedente, no caso a Prefeitura, coube a AGIR o ônus das explicações. O gerente de regulação da agência, Daniel Narzetti fez a apresentação, mas foi praticamente uma defesa das mudanças em estudo.

Aliás, este foi outro ponto importante da audiência. O debate sobre o papel e as competências da AGIR. Alguns discursos questionaram a atuação dela, enfocando que a missão seria fiscalizar o cumprimento de contratos e não propor alternativas, tarefa que seria de responsabilidade exclusiva do Poder Concedente.

Uma das intervenções mais lúcidas foi a de Éder Lima, ex-presidente do PT, hoje filiado ao PSOL e servidor concursado do Seterb há 23 anos: “Cabe as agências fiscalizar os contratos e não executá-los”, para em seguida perguntar. “Quem fez as pesquisas destas demandas? O Seterb? A Blumob? A Agir?”

O que Éder traz é que caberia a AGIR, a partir das demandas, avaliar se as mudanças são viáveis ou não, mas não defendê-las como se fossem suas.

Outro fato importante trazido por Éder Lima é que, uma das mudanças que “seriam discutidas com a comunidade”, de fusão de duas linhas na região sul de Blumenau, já estavam em teste, fato admitido pelo pessoal da AGIR.

Outro grande tema da audiência – já levantado pelo Informe Blumenau – é a falta de representatividade de usuários e trabalhadores na tal Câmara.

Ou seja, quem estava decidindo pelo sistema não anda de ônibus e puxa a brasa apenas para um lado. Mesmo acreditando nas boas intenções dos representantes da AGIR, eles hoje enxergam mais pelos olhos da Prefeitura e do Blumob, pois não há contraponto de informações.

Espero detalhar as mudanças em estudo em breve. Preferi me ater ao sentimento que predominou nesta importante audiência, que apesar da falta de metodologia, serviu para gerar visibilidade.

Dos quinze vereadores, sete estavam presentes: Almir Vieira, Becker (DEM), Alexandre Caminha (PROS), Adriano Pereira (PT), Bruno Cunha (PSB), Aílton Souza (PR) e Alexandre Matias (PSDB).  Estiveram presentes também representantes do Sindetranscol, Sintraseb, ACIB, CDL, partidos políticos e deputados estaduais.

1 Comentário

  1. Empresa de regulação (AGIR) falando por quem presta serviço , SETERB mudo , empesa que presta serviço não estava presente e dos 1 5 vereadores , somente 7 presentes.

    Audiência pública para fazer de conta , façam a Piracicabana cumprir o edital e ponto final ,
    parem de inventar desculpas e proteger esta empresa que entrou no transporte público
    pela porta de trás ou pela porta da frente , depende a visão de cada um .

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