De tantas hipocrisias morais que o bolsonarismo trouxe para a política brasileira, a defesa da família “tradicional” talvez seja uma das que mais incomoda. Já começa pelo adjetivo, que embute o preconceito de que só existe um modelo de família, discriminando todas as demais — e múltiplas — formas familiares.
A divergência pública exposta pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) com o seu enteado, Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidente, escancara a hipocrisia daqueles que alardeiam para si uma coisa que nunca foram. Família.
Os Bolsonaros nunca se deram entre si. Ou melhor, nunca se deram com as mulheres da família. A única filha mulher foi uma “fraquejada”, disse o patriarca depois de quatro filhos homens. O capitão, Jair Messias, está no seu terceiro casamento. A trajetória política de Carlos Bolsonaro começou como uma articulação do pai para brecar a carreira política da primeira esposa, Rogéria Bolsonaro, quando se separaram. E conseguiu. Em 2020, Rogéria ficou de fora e o filho começou sua longa carreira de vereador.
Assim é com Michelle. Ela nunca participou das conversas de política do marido, assim como os filhos, mesmo com todo o capital político acumulado como primeira dama e depois como presidnete do PL mulher. Sempre fez o papel da esposa obediente, mulher religiosa, que sabia o seu lugar à sombra do marido.
As coisas mudaram, Jair Bolsonaro está preso e debilitado fisicamente, e a família briga pelo espólio político do ex-presidente.
Ao dizer que Flávio a exclui das discussões, que diz que ela não entende de política, além de chamá-lo de ríspido, grosseiro, Michelle dá visibilidade à hipocrisia que reina na família que gosta de apontar os caminhos “morais” de uma nação.
O Brasil precisa pensar sobre isso. Valorizar a família, a dignidade humana, combater desigualdades, praticar empatia, é tarefa de todos os cidadãos, e ninguém tem o monopólio do que é bom, do que é “moral”.
Muito menos os hipócritas.
E isso não é uma questão política. É de vida.



Então, Bolsonaro,Bolsonaro e Bolsonaro ….se Bolsonaro morrer , acabou o assunto da esquerda , vão ter que arrumar outro “Bolsonaro” para poder ter narrativas .
Toda família tem seus problemas, ninguém é perfeito,mas melhor ter divergências políticas na família a ter uma família onde o pai e o filho são ladrões, corruptos e salafrários .
Bem…Como os mesmos já dizia né??..Quanto PIOR melhor né??…bem vindos..rssss
Chega, Chega destes dois , nunca mais. Lulismo e Bolsonarismo, somos independentes, somos Joaquim Barbosa para um novo Brasil.
Se a população brasileira realmente se conscientizar e analisar, sim faremos um novo Brasil. Chega de as pessoas analisarem uma imagem, analisem um contexto, um todo, os planos de governo, as ideias novas, aí sim podem dizer, meu voto foi bem escolhido.
Abraços.