A greve volta ao impasse em Blumenau

Foto: Sintraseb

Quando parecia que a coisa estava encaminhada, desandou.

Nesta terça-feira, 25, 18 dias depois de  começar a greve parcial nos serviços públicos de Blumenau, os dois lados se recolheram e estudaram as estratégias.

Na segunda-feira, todos apresentaram suas peças neste tabuleiro que é uma negociação salarial para dar fim a uma paralisação, mesmo que pequena como a de agora, com apenas 20 postos de saúde fechados.

O Governo apresentou uma proposta, nos bastidores articulou a melhoria dela ao longo do dia, ao concordar em antecipar a reposição do vale-alimentação nos mesmos moldes da proposta salarial e não mais somente em 2020.

Mas a categoria, na assembleia, não concordou.

O fato novo é a decisão da Prefeitura em não pagar os servidores em greve. Deu até esta terça-feira para aqueles que estavam paralisados acertassem com suas chefias como recuperar os dias, como prevê a lei.

O comando de greve estuda os meios jurídicos para preservar os trabalhadores.

O prefeito Mário Hildebrandt (sem partido) percorreu as rádios e televisão nesta terça para reafirmar o que disse para o Informe na noite de segunda-feira. Segundo ele, a Prefeitura chegou no seu limite financeiro com a proposta de 0,75% em agosto, 0,75% em outubro, 1, 5% em dezembro e 2,07% em janeiro de 2020 apresentada na segunda-feira.

“A proposta representa um esforço máximo da Administração em manter o equilíbrio financeiro do município, priorizando o pagamento dos salários em dia. A Prefeitura ressalta ainda o momento financeiro delicado que o país atravessa, onde medidas de austeridade, como a reforma administrativa com corte de 100 cargos comissionados, se fazem necessárias”, disse o comunicado oficial.

A proposta apresentada pela categoria prevê 1% em agosto, 1% em setembro, 1% em outubro, 1% em novembro e 1,07% em dezembro, ou seja, toda reposição da inflação no ano.

A paralisação atinge pouco mais de 20 unidades do ESFs, de um total de 74, isso sem falar nos ambulatórios, que funcionam quase normalmente. Na educação, uma ou outra turma, em algumas escolas e CEIs, não atendem.

É pouco, mas incomoda. Todo mundo.

 

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