A disputa para a Câmara dos Deputados entre os catarinenses

Foto: Câmara dos Deputados

Santa Catarina tem 16 deputados federais, sendo que três eleitos em 2022 não estarão nas urnas. Carmen Zanotto (Cidadania) é prefeita de Lages, Caroline de Toni (PL) é candidata ao Senado e Carlos Chiodini (MDB) é candidato a vice na chapa de João Rodrigues (PSD).

Ou seja, na largada é possível dizer que haverá uma renovação mínima de 18,75%.

Dos atuais deputados, é possível dizer que alguns são nomes certos para a reeleição: Júlia Zanatta (PL), Pedro Uczai (PT) e Ana Paula Lima (PT) aparecem na lista do Informe, que entende sempre que candidato à reeleição leva vantagem sobre seus adversários. Neste contexto, os demais dez deputados aparecem com possibilidades.

O MDB fez três federais há quatro anos; repetirá sem Carlos Chiodini? Os nomes do partido são Rafael Pezenti e Cobalchini.

O PSD elegeu dois, que não fazem mais parte da sigla e concorrerão pelo PL, no caso Ismael dos Santos e Ricardo Guidi. Terão o mesmo sucesso na nova sigla ou poderão ser engolidos pela bolha do bolsonarismo? Para o lugar deles, o PSD aposta no presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, e no ex-governador Raimundo Colombo, mas, em relação à última eleição, perdeu cinco candidatos que fizeram cerca de 350 mil votos.  Chegam? Pelo menos um é possível.

O Republicanos não elegeu representante em 2022, mas tem dois deputados hoje: Jorge Goetten, oriundo do PL, e Geovânia de Sá, antes do PSDB. Tem ainda candidatos como o ex-deputado Darci de Mattos, o ex-prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira, e o apresentador Paulo Alceu. A votação do Republicanos é uma incógnita, mas deve garantir um ou até dois.

 Gilson Marques é o único deputado federal eleito pelo Novo em Santa Catarina e tenta emplacar o terceiro mandato. A sigla fez 243 mil votos em 2022, número suficiente para garantir um eleito de forma direta nesta eleição também, garantindo a reeleição do parlamentar de Pomerode.

O União Brasil conseguiu a última vaga em 2002, com Fábio Schiochet. O partido fez quase 280 mil votos, suficientes para garantir uma vaga direta. Repetirá a dose? Além de Schiochet, a sigla traz o ex-governador Carlos Moisés, uma grande dúvida do ponto de vista eleitoral.

O Podemos não elegeu ninguém na disputa passada, mas chega com força com a deputada estadual Paulinha, talvez não entrando na vaga direta, mas por uma das sobras.

Como escrevemos no começo, o PT deve garantir a reeleição dos seus dois deputados, com possibilidades reais de emplacar mais um por meio das sobras.

O PL deve repetir o feito de quatro anos atrás, garantindo as mesmas seis cadeiras, com nomes diferentes. Júlia Zanatta deve ser a mais votada, mas não dá para esquecer a votação que pode ter Jair Renan, vereador por Balneário Camboriú. Os dois podem turbinar a nominata e eleger mais colegas na carona.

Os outros cinco com mandatos são Ismael dos Santos, Ricardo Guidi, Daniela Reinerh, Daniel Freitas, Zé Trovão e, como novidades nas urnas, tem o ex-prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, Valdir Colatto e o deputado estadual Sargento Lima.

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