Repercutiu muito a informação da composição política e posterior anúncio da nova Mesa Diretora da Câmara de Blumenau, a partir de 2027. Alexandre Matias (PSDB), atual líder do governo, lidera a chapa, com o apoio de nove vereadores, suficientes para garantir a vitória.
A principal reverberação veio de Flávio Linhares (PL), ex-líder do Governo, hoje em rota de colisão com a administração Egidio Ferrari (PL). Alijado da composição, assim como outros da base governista, subiu o tom das críticas, mas usando um argumento questionável.
Linhares critica a presença de dois vereadores do PT na negociação, sendo que um, Adriano Pereira, está na chapa como segundo-secretário. Tenta colar esta narrativa no prefeito.
É verdade que a articulação tem dois vereadores do PT. Assim como a negociação que tinha a vereadora Silmara Miguel (PSD) como candidata a presidente, também envolvia a bancada do PT.
Composição de Mesa Diretora, seja onde for, não tem a ver com as pautas políticas, e sim com o pragmatismo. Leia-se cargos e espaços políticos. É assim no Senado, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, onde PT e PL convivem.
Ou seja, a manifestação de Linhares é uma tentativa de se criar uma narrativa de que está havendo uma composição da Câmara e da administração com o PT. É verdade, mas ele e todos os envolvidos sabem que não significa adesão, nem de um lado, nem de outro.
Como a internet tem efeito bumerangue, a contundência do vereador do PL gerou muitas reações. E o ressurgimento de uma foto de Flávio Linhares, de quando era filiado ao PDT e militava na “Juventude Socialista”. Logo ele.
Outro exagero, para não dizer bobagem. Para não ir muito longe, Lula (PT) está abraçado a Alckmin, e Merísio foi o candidato do PT em Santa Catarina.
Ou seja, transitando por meias verdades — e muitas mentiras —, a Câmara de Blumenau tem coisa muito mais importante para discutir do que a Mesa Diretora, como, por exemplo,a votação de novo projeto de parcelamento dos débitos da Prefeitura com o ISSBLU, assim como a flexibilização de algumas obrigações, marcado para esta terça-feira.
Mas as narrativas levam para outros temas. E o que precisa ser debatido fica em segundo plano.




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