Liderança comunitária usa tribuna da Câmara para reclamar da ação do Cepread e da Polícia

Foto: Rogério Pires/CMB

O presidente da Associação de Moradores da Rua Itapuí, Jonatas Dietrich, pai de uma mulher envolvida em uma ocorrência relacionada à apreensão de uma cadela idosa, procurou a Câmara para pedir ajuda e a apuração dos fatos. Segundo o relato, o animal tinha cerca de 14 anos, apresentava um tumor e vinha recebendo cuidados paliativos dentro das possibilidades da família.

Ele afirmou que a ocorrência começou após uma denúncia de um vizinho sobre supostos maus-tratos, incluindo falta de água e alimentação. Contestou as acusações, relatando que havia água corrente de nascente no local e que os demais animais mantidos pela família também recebiam cuidados.

O familiar questionou ainda a forma como a apreensão foi realizada, alegando que não foram apresentados documentos ou informações formais sobre o procedimento, nem identificação profissional da pessoa que se apresentou como veterinário. Também relatou que a filha teria sido conduzida à delegacia após receber voz de prisão.

O familiar também questionou a condução da filha, que teria permanecido algemada e trancada em uma cela durante a noite, levada ao presídio de Itajaí, inclusive enfrentando dificuldades para realizar necessidades básicas, e pediu a apuração da legalidade dos procedimentos.

Ele questiona se este é o procedimento.  Afirmou que a família não autorizou a cirurgia da cadela, devido à idade avançada do animal e às condições de saúde, que posteriormente morreu no hospital veterinário. Contestou declarações que atribuíram a morte aos cuidados dos proprietários.

Por fim, o familiar pediu que os procedimentos adotados no caso sejam analisados e eventuais falhas sejam apuradas, ressaltando que não busca vingança, mas justiça. Também solicitou o apoio da Câmara para obter esclarecimentos sobre o ocorrido.

Jonatas citou uma das pessoas presentes na operação, Carlos Sansão, diretor de Bem-Estar Animal de Blumenau, que teria atribuído à família a responsabilidade pela morte.

O depoimento teve a reação de alguns vereadores. O presidente Aílton de Souza, o Ito (PL), criticou a ação da Prefeitura e Polícia e prometeu apoio do Legislativo para a família.

O vereador Bruno Cunha (Cidadania), responsável pela indicação de Carlos Sansão, disse que vai protocolar um requerimento na Câmara para a convocação do diretor do bem-estar animal para dar explicações em relação a essa situação.

Durante sua fala, o vereador Diego Nasato disse que a causa animal não pode ser “radicalizada”, citando outro caso semelhante e criticando a ação da fiscalização. Também criticou o que considera “inversão de valores”, afirmando que, em muitas situações, os animais teriam mais prioridades que seres humanos.

A Prefeitura emitiu uma nota, confira:

“A equipe de fiscalização municipal atuou dentro das atribuições que lhe competem, seguindo todos os procedimentos e determinações previstos para o caso. Durante a fiscalização, foram constatados e atestados os indícios de maus-tratos aos animais, além da identificação de outras irregularidades verificadas no espaço.

A equipe esteve acompanhada da Polícia Civil e cada um dos órgãos realizou as verificações necessárias dentro de sua área de atuação.

Para garantir transparência e esclarecer os questionamentos levantados sobre o caso, o espaço da Tribuna será utilizado na próxima terça-feira, dia 8, pelo diretor de Bem-Estar Animal. Na ocasião, ele irá apresentar os fatos, explicar os procedimentos adotados pelo município e responder aos questionamentos relacionados à atuação no caso.”

Confira a fala do líder comunitário.

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