Conselhos Tutelares alertam para fila de espera de crianças e adolescentes na rede pública de saúde de Blumenau

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Representantes dos três conselhos tutelares de Blumenau estão dando visibilidade e buscando uma solução para uma realidade que quem é usuário do sistema de saúde da cidade conhece bem. A demora no atendimento da rede pública em muitas especialidades médicas, em especial na área de saúde mental.

Os conselheiros encaminharam para a Câmara de Vereadores, Ministério Público e Defensoria Pública um documento recente solicitado à Secretaria de Saúde do Município sobre o serviço de regulação, que gerencia os pedidos de consultas e exames. O recorte apresentado é de apenas crianças e adolescentes, público-alvo do Conselho Tutelar.

 Os dados apresentados apontam que 5.324 crianças aguardam atendimento e 15.089 adolescentes, sem precisar o tempo de espera. Crianças são aquelas até 11 anos de idade, adolescentes até 18. A fila de atendimento para psicólogos é de 2.102 pacientes, fonoaudiologia é de 2.054 e otorrinolaringologia tem 2.121 pessoas. A espera para triagem no centro especializado de teabilitação mental de média e alta complexidade aponta 1.549 pacientes.

São 1.289 crianças e adolescentes na fila de espera para exames de ultrassom.

A movimentação do Conselho Tutelar é a partir da demanda de pais, que tentam garantir os direitos dos filhos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. Agora os conselheiros querem mobilizar outros órgãos para tentar amenizar as filas.

Aqui o Informe Blumenau abre espaço para o pai Alexandre Gonçalves, usuário da rede pública municipal de saúde com duas crianças. Meu filho esperou um ano e meio para uma consulta com neuropediatra desde o encaminhamento. Um ano e meio.

A neuropediatra encaminhou meu filho para acompanhamento com um terapeuta ocupacional. Tentamos na Policlínica, fomos encaminhados para o Ambulatório Geral e, depois de duas semanas, recebemos a informação de que não há este profissional na rede pública.

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