O que acontece com o Novo é a realidade de praticamente todas as outras siglas, confirmando que, a cada eleição que passa, torna-se um partido muito parecido com os demais.
Os interesses do Novo nacional são diferentes dos interesses do Novo em Santa Catarina, interesses estes que são vistos com desconfiança por alguns líderes do Novo de Blumenau.
O adversário do presidenciável Romeu Zema, neste momento, não é o PT e Lula. Ele precisa ser visto pelo eleitorado como o candidato da direita em condições de enfrentar o petista. Portanto, é natural que tenha que fazer o enfrentamento com os candidatos do seu segmento, ainda mais quando vêm à tona relações espúrias como a de Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente pelo PL, com o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master.
O problema é que as críticas de Zema a Flávio Bolsonaro repercutiram muito mal em Santa Catarina, onde o Novo está coligado ao PL, do governador Jorginho Mello, emprestando o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva, como pré-candidato a vice na chapa majoritária. Houve um desconforto generalizado, a ponto de o diretório estadual chamar as manifestações do seu presidenciável de “precipitadas” e depois sinalizar que “desconvidaria” Zema para eventos aqui no Estado.
E, por fim, tem a camada municipal, com suas características. Em Blumenau, o Novo perdeu a última eleição para o PL, de Egidio Ferrari e Mário Hildebrandt, e tem uma postura muito crítica ao ex-prefeito e ao atual. E tem ainda um pré-candidato a deputado estadual que, nas últimas eleições, enfrentou Hildebrandt, Egidio e Jorginho Mello. Não conversamos com Odair Tramontin, mas, conhecendo o histórico do ex-promotor, não está à vontade com as revelações envolvendo Flávio Bolsonaro nem com a aproximação eleitoral com o PL de Blumenau.
O Novo, que até pouco tempo era contra as coligações, vive, assim como as demais siglas, entre o pragmatismo da política e o idealismo político.





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