A Aliança Nacional LGBTI+ deu início esta semana à primeira edição em Santa Catarina do projeto Somos Mais, iniciativa voltada à formação e ao fortalecimento de novas lideranças ativistas e militantes comprometidas com a promoção dos direitos humanos e o enfrentamento à violência contra pessoas LGBTI+.
Esta edição do curso de formação, que tem 40 horas de duração e ocorre em Itapema, conta com a participação de 30 pessoas LGBTI+ com perfil de liderança vindas de Araranguá, Balneário Camboriú, Blumenau, Criciúma, Florianópolis, Gaspar, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, São José, Sombrio, além de Itapema.
A iniciativa integra um conjunto de ações de formação política e articulação do movimento LGBTI+ em âmbito nacional, com o objetivo de ampliar a participação e controle social, fortalecer a incidência em políticas públicas e contribuir para a defesa da cidadania e da igualdade em diferentes regiões do país. Desde 2024, já foram realizados oito cursos de formação pelo Projeto Somos Mais, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, no Distrito Federal e Goiás e no Paraná, além de contar com uma versão online de educação à distância.
Após a etapa presencial de capacitação, na qual os participantes elaborarão planos de atuação, estes serão acompanhados ao longo de 12 meses, período em que receberão suporte técnico e metodológico para desenvolver as ações que previram em seus planos e fortalecer iniciativas de promoção de direitos em seus territórios.
Esta edição do projeto Somos Mais Santa Catarina está sendo executado pela Aliança Nacional LGBTI+, em parceria com a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivass (Abrafh) e a Rede GayLatino Brasil, além do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio do Termo de Fomento nº 978627/2025, fruto de emenda parlamentar da deputada federal Ana Paula Lima.
Além de promover capacitação política e institucional, o projeto busca fortalecer redes de articulação entre ativistas, organizações e coletivos que atuam na defesa dos direitos humanos da população LGBTI+, contribuindo para ampliar a participação da sociedade civil na construção de políticas públicas e no enfrentamento à discriminação e à violência.
A iniciativa também pretende incentivar o surgimento de novas lideranças comprometidas com a promoção da diversidade e com o fortalecimento da democracia, ampliando a presença do movimento LGBTI+ nos espaços de diálogo e participação social em todo o país.
O nome do projeto é uma homenagem a um dos grupos pioneiros do movimento LGBTI+ brasileiro, o grupo Somos de Afirmação Homossexual, que atuou em São Paulo-SP entre 1978 e 1983.
Fonte: assessoria



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