O Informe tinha antecipado há duas semanas, confirmou nesta quinta-feira, mas, no mesmo dia, vamos ter que anunciar que os eventos do MDB, programados para acontecer nesta sexta-feira, em Blumenau e Rio do Sul, não serão mais realizados. Foram cancelados pela direção estadual.
A culpa não é de uma informação mal apurada pelo Informe, é do MDB mesmo. Conosco não tem problema, mas mostra como o partido trata seus filiados.
Os encontros regionais chamados de “O MDB Vai Ouvir Você” aconteceram depois de o partido e seu presidente estadual, Carlos Chiodini, serem ejetados da chapa majoritária do projeto de reeleição de Jorginho Mello (PL), que preferiu o Novo de Adriano Silva, prefeito de Joinville.
Sem ouvir a militância, pelo menos a do Vale do Itajaí, o presidente do partido anunciou que a sigla estará na chapa de João Rodrigues (PSD), oferecendo o nome do vice, numa aliança que envolve o PP, de Esperidião Amin, hoje transformado em União Progressista. Foi nesta quinta-feira, na capital.
Na verdade, o comando nunca esteve preocupado em ouvir os filiados, sempre foi uma estratégia de marketing.
Chiodini disse, depois da coletiva que João Rodrigues sacramentou a pré-candidatura e a aliança, que havia, nos encontros já realizados, um indicativo interno majoritário de candidatura própria ou um projeto eleitoral que não fosse o PL de Jorginho Mello.
É uma verdade, mas longe da unanimidade. Políticos com mandato, como o deputado federal Cobalchini, os estaduais Jerry Comper e Moacir Sopelsa e muitos prefeitos querem seguir com Jorginho Mello. É gente que tem voto.
Estar com o PSD de João Rodrigues é a melhor solução? Diríamos que é o possível para a “honra” do partido depois do descaso do governador, que prometeu mundos e fundos e depois optou pelo que entendeu melhor para o seu projeto político.
Mas, pelo menos para o Vale do Itajaí, o partido vai ter que repensar o mote “O MDB Vai Ouvir Você”.




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