TV Informe: enfim uma explicação razoável sobre a prioridade para a ponte Norte Sul

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Sempre fui um crítico da proposta de ponte lançada pelo então candidato Napoleão Bernardes (PSDB) durante a campanha eleitoral de 2012, numa estratégia de marketing que contribuiu muito para mudar o curso daquela  eleição.

Não que o desenho apresentado pelo tucano lá atrás não seduzisse, frente a proposta apresentada pelo então prefeito João Paulo Kleinübing (PSD) no mesmo ano de 2012. Parecia mais coerente a ponte sair daquela região entre o Biergarten e a Rua Itajaí. Além do mais, o candidato e depois o prefeito eleito disse que era fácil realocar o projeto já aprovado junto ao BID.

Quatro anos se passaram, um mandato se foi e a ponte não saiu. Nem uma, nem outra. E a administração passou a  falar que Blumenau precisava mesmo era de duas e mais pontes. E foi atrás de um plano B para fazer a ponte que a campanha de Napoleão pensou em 2012. Mas isso já em 2015, 2016, quando viu que o BID não iria financiar a proposta apresentada pela Prefeitura.

Enquanto isso, o pacote de quase R$ 100 milhões do BID, viabilizados por Kleinübing, teve como única obra um trecho da duplicação da Rua Humberto de Campos, ainda não concluído

Em 2017, no começo do segundo mandato, a Prefeitura apresentou o que iria fazer com o dinheiro do BID: dois terminais urbanos –  Norte e Oeste -,  o binário na Ponta Aguda, a readequação da Rua General Osório e a duplicação do trecho inicial da Humberto de Campos.

Sem a ponte entre a Rodolfo Freygant e a Rua Chile, carro chefe do pacote pensado por JPK no seu último mandato.

E apresentou a proposta da ponte batizada como Norte -Sul, ligando a Rua Itajaí com a Rua Paraguay, com financiamento da Caixa.  Uma ponte num lugar questionável, com apenas um fluxo para carros de passeio ( Sul-Norte) e outro para ônibus (Norte-Sul).

Apesar deste meu entendimento sobre a proposta apresentada pelo Município, sempre procurei ouvir os argumentos de todos, e apesar da ênfase da Prefeitura, ainda tenho minhas dúvidas se foi a melhor opção. Mas não sou especialista em planejamento e nem em sistema viário para ter tanta convicção contrária.

Mas nunca entendi a teimosia da atual administração em preferir esta proposta do que a da Rodolfo Freygang.  Parecia birra.

Mas, na última segunda-feira na ACIB, pela primeira vez, ouvi alguém falar claramente que a opção foi financeira. O vice-prefeito e secretário especial de Mobilidade, Mário Hildebrandt (PSD), disse, com todas as palavras, que o dinheiro que o BID disponibilizou não daria para fazer a ponte, devido ao compromisso com outras obras também aprovadas.

Ele disse que, fora os R$ 32 milhões já destinados a primeira duplicação da Humberto de Campos, restava R$ 90 milhões para definir as demais obras. Os dois terminais eram obrigatórios, segundo Hildebrandt.

Sobrariam então cerca de R$ 55 milhões.

Ainda de acordo com o vice-prefeito, o orçamento da ponte é de R$ 80 milhões, faltando, portanto, R$ 25 milhões, em números arredondados.

E como o BID não financia parcialmente e nem é possível captar o que falta de outra fonte de crédito, tomou-se a decisão.

Então, tirando a questão técnica, viária, que me parece insatisfatória, tem uma outra, que até se sobrepõe, que é a financeira.

Se as contas estão certas,  parece que não tinha outro jeito. Ou tinha? Se alguém tiver o contraditório, o espaço está aberto, como sempre.

Confira a fala do vice-prefeito sobre este tema. Cortei antes da manifestação do secretário de Desenvolvimento Urbano, Ivo Bachmann, que apresentou questões técnicas em defesa da ponte Norte-Sul. Me parece que se não tinha dinheiro para ponte original, ela passa a ser a única opção.

 

 

 

 

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3 Comentário

  1. Desculpas , somente desculpas ….e claro, as promessas de campanha .

  2. Pode ate custar menos, mas o congestionamento que vai causar na Rua Itajaí, não justifica o gasto. O importante mesmo seria fazer uma ponte, mesmo que não seja a do concurso, mas que seja na posição da Rua Rodolfo Freygang com a Chile. Esta ponte Norte Sul, pelos impacto negativos que vão causar no trânsito, não justifica o gasto. Mesmo que fosse apenas R$ 1 milhão. Não a ponte no início da Rua Itajaí! Precisamos da ponte do binário na Av Beira Rio, mesmo que em um projeto mais em conta.

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