Uma campanha eleitoral sem debate em Blumenau

Os veículos tradicionais de comunicação na cidade não devem fazer debates no primeiro turno em Blumenau. ND TV, NSC TV, Rádio Nereu Ramos e Rádio Menina FM sinalizam dificuldade em realizá-los, por uma série de fatores.

O principal, sem dúvida, é o número recorde de candidatos, 11, que podem ser 12 caso Jairo dos Santos, do PRTB, consiga realmente atrair o PTB, o que o colocaria dentro pelas regras vigentes. Acrescido a isso, tem o Coronavírus, que tornaria inviável colocar esta quantidade de candidatos, assessores e o pessoal da área operacional.

E ainda tem a situação da duração com este tanto de candidatos, quase inviável, em especial para as emissoras de televisão, escravas da programação nacional.

As entidades empresariais, patronais e de classe, que sempre realizaram debates, também abriram mão. Somente no segundo turno.

Isso é ruim? Sim e não. Atuei como mediador de debates desde o ano de 2000, em Porto Alegre e Blumenau, pela Televisão e para o público e sempre os considerei muito “engessados”, limitando a possibilidade do aprofundamento de propostas. Valia apenas para uma “pegadinha” de um ou outro candidato e olhe lá.

Em 2012 tentei, ainda na RIC TV, um debate diferente, mas a negativa de apenas um dos candidatos impediu o avanço da proposta.

Entendo que o que vale  mesmo para o eleitor – que o Informe já fez e todo mundo fará – são as entrevistas,  com tempo e foco para os candidatos se revelarem.

1 Comentário

  1. Olhando os comentários nas entrevistas do Informe, quase todos estão com a cabeça feita em torno do seu candidato favorito. “Só o meu é perfeito e outros são todos ruins”.

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