O PSOL de Santa Catarina estará no projeto de reeleição do presidente Lula (PT). Agora, se estará na chapa que está sendo montada por Décio Lima (PT) e Gélson Merísio (PSB), já são outros quinhentos. Mas quer estar.
No sábado, o diretório estadual realizou, em Florianópolis, uma plenária para discutir os rumos da legenda nas eleições de 2026. O evento reuniu cerca de 100 filiados e lideranças políticas.
A presidenta estadual, Lea Medeiros, destacou que, pela primeira vez, a legenda projeta apresentar nominatas completas tanto para a Assembleia Legislativa (Alesc) quanto para a Câmara dos Deputados. “Estamos em um grande momento e seguimos trabalhando muito. O PSOL tem crescido significativamente em Santa Catarina, sobretudo no interior do estado”, afirmou.
A presidenta nacional do partido, Paula Coradi, também participou do encontro e reforçou a ambição da sigla. “Vamos lutar não apenas para manter nossa cadeira na Alesc, mas para ampliá-la. Também vamos disputar pra valer o Congresso Nacional para dar sustentação ao próximo governo do presidente Lula”, declarou.
A plenária contou com a participação de Afrânio Boppré, pré-candidato ao Governo de SC. “O PSOL está fortalecido e a nossa militância empolgada para os desafios das eleições de 2026. Nossa prioridade é construir a unidade do campo democrático e popular para contribuir com a reeleição do presidente Lula e derrotar a extrema-direita em Santa Catarina”, pontuou o parlamentar.
Nas próximas semanas, o PSOL deve deliberar oficialmente sobre sua participação na frente política que já conta com nomes como Décio Lima, Gelson Merísio e Ângela Albino (PDT). Há um entendimento interno de que Merísio, que deve liderar a chapa, deu uma guinada nas posições políticas e é muito lembrado o papel que teve na campanha de Lula em 2022 em território catarinense. Como o Informe ouviu, “é palatável”, uma referência ao nome do ex-presidente da Assembleia.
O fato é que a chamada chapa do campo progressista tem dois nomes, Merísio e Décio, esse como candidato ao senado, e uma “coringa”, no caso, a ex-deputada Ângela Albino. E por mais que o petista sonhe em agregar alguém do campo mais ao centro, como o MDB, isso dificilmente vai acontecer.
Então, há espaço para o PSOL na chapa majoritária, ainda mais que a sigla tem uma base eleitoral razoável na capital, além de ter um deputado estadual, Marquito. E o indicado para ser o segundo nome ao Senado deve ser o do vereador Afrânio Boppré, hoje pré-candidato ao Governo.




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