Está ficando chata esta indefinição do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, num jogo de truco que parece interminável e que faz ele diminuir de tamanho a cada dia que passa.
Nesta quarta-feira ele anunciou, por meio de um vídeo, o cancelamento do seu ato de renúncia da prefeitura, previsto para sábado, com a argumentação de que faltava espaço físico na sua cidade, por conta de uma feira agropecuária. Ao mesmo tempo, ligou para correligionários, para dizer que estava deixando a disputa. Um deles foi o deputado federal Ismael dos Santos (PSD), que, em virtude do comunicado, abriu negociação para ir para o PL.
Na quarta-feira à noite, João Rodrigues enviou um áudio no grupo de WhatsApp do PSD, afirmando que o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, teria ligado para ele, reforçando o apoio à sua candidatura. “Agora não tem mais volta”, disse Rodrigues, repetindo uma expressão que já tinha usado outras vezes. Afirmou ainda que vai intensificar as conversas com possíveis aliados, entre eles o União Progressista.
Na manhã desta quinta-feira, o prefeito de Florianópolis, Topazio Neto, anunciou sua saída do PSD, em uma carta com duras críticas ao comando estadual e ao prefeito. Ou seja, o pivô da crise, mesmo que involuntário, não está mais no partido.
Alguém aí cravaria que a decisão de João Rodrigues é irreversível?




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