No evento de 70 anos, FIESC defende democracia e harmonia entre poderes

Foto: Filipe Scotti

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, reforçou nesta sexta-feira, 29, em evento digital que celebrou os 70 anos da Federação, o apoio do setor industrial às medidas que preservam emprego e renda.

“O Brasil precisa de foco, alinhamento e conciliação em torno das causas comuns. O industrial catarinense não abre mão da democracia, quer a harmonia entre os poderes e tem coragem para dizer que apoia as medidas do governo que geram e preservam empregos e desenvolvimento. Queremos rever o pacto federativo que centraliza em Brasília os recursos arrecadados”, frisou.

Aguiar lembrou os desafios que ainda devem ser enfrentados. “Nossos industriais já superaram incontáveis desafios nas últimas sete décadas. Outros tantos ainda precisam ser enfrentados, como as reformas necessárias para dotar o País de um sistema tributário inteligente e que estimule a produção; a redução da burocracia; a inclusão do estado no Plano Logístico Nacional; e a divisão com o setor público dos custos da atual crise, que por enquanto estão restritos à iniciativa privada”, observou.

Em sete décadas de existência, a Federação coleciona grandes feitos. “Só no nosso estado o salário mínimo regional é negociado entre empregadores e trabalhadores. Produzimos um código ambiental que referenciou a legislação nacional”, citou. “Contribuímos de maneira decisiva para o código de defesa do contribuinte, para a modernização da legislação trabalhista e para outras reformas estruturantes, tanto em nível estadual quanto nacional. A FIESC é protagonista na busca de um ambiente melhor para os negócios, sem o qual, não teremos crescimento sustentável”, acrescentou.

A celebração dos 70 anos da FIESC leva o conceito “Indústria, estado da arte”. Com ele, a entidade ressalta a beleza de transformar matéria-prima em produtos desejados e valorizados pelas pessoas, pois “estado da arte” é o mais próximo que se pode chegar da perfeição. Santa Catarina é destaque em todos os indicadores econômicos, especialmente nos ligados ao emprego.

“Provavelmente, o atual momento é o mais grave pelo qual passamos nos 70 anos de nossa instituição. A FIESC, desde o início da pandemia, mobilizou a indústria e cumpriu seu papel de articuladora. Ouviu os industriais e levou suas propostas ao setor público, apoiando o governo na definição de protocolos de segurança para que a atividade produtiva pudesse retornar, sem abrir mão das garantias necessárias à saúde dos trabalhadores e da população”, lembrou o presidente da FIESC.

Foi pensando no pós-crise, que a Federação apresentou há alguns dias o projeto Travessia, uma proposta que contempla quatro frentes: reinvenção da indústria e da economia; investimento em infraestrutura; atração de capital e pacto institucional. “Juntos reinventaremos a indústria. A FIESC participará ativamente deste processo e reafirma seu compromisso com o setor e com Santa Catarina. Nossa obra-prima é a capacidade de transformar insumos em bens, empregos, impostos, desenvolvimento, inclusão, e, principalmente, em esperança de dias melhores”, finalizou Aguiar.

Secretário Bruno Bianco

Ainda durante a live, o secretário de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, destacou que o governo tem elaborado medidas para a preservação dos trabalhadores, dos industriais e do ambiente de negócios no Brasil. “Trazemos aqui um pouco do que o governo federal tem feito e que estamos analisando em conjunto com vocês para que possamos superar esse momento de pandemia. Durante toda a crise, apesar da distância por motivos de saúde, estamos nos aproximando com a tecnologia. E isso fez com que tivéssemos que nos reinventar como humanos e como profissionais”, disse.

Bianco salientou o diálogo com a FIESC e destacou que, devido à crise, o governo traçou novas linhas de atuação em conjunto com os empresários. “Sempre tenho dito: não há emprego sem empresário e não há empresário sem empresa”, salientou.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, destacou a importância da segurança jurídica para a tomada de decisão dos empresários. “Numa pesquisa que fizemos recentemente com industriais do estado, houve grande reconhecimento das ações imediatas tomadas pelo governo federal no início da pandemia, notadamente, com a edição das medidas provisórias (MPs 927 e 936). O industrial catarinense agradece e reconhece essa atuação do governo federal”, declarou.

Confira o site especial dos 70 anos da FIESC.

Fonte: FIESC

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