Representantes de sindicatos de diversas categorias de servidores públicos lotaram o hall e as galerias da Assembleia Legislativa na tarde dessa terça-feira, 4, para protestar contra a proposta de reforma da previdência estadual durante a leitura da Mensagem Anual do governador Carlos Moiséis (PSL), que abriu oficialmente os trabalhos de 2020.
Devido aos protestos com vaias, a solenidade, que durou menos de 30 minutos, foi encerrada pelo presidente do Legislativo, deputado Julio Garcia (PSD), logo após a leitura da mensagem.
Com faixas e conversas com os deputados, entidades sindicais protestaram contra o texto que altera as regras de aposentadoria de servidores públicos estaduais, enviado pelo governo do estado à Assembleia Legislativa no final de 2019. O diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de Santa Catarina (Sintespe), Wolney Chucre, explicou que houve uma mobilização conjunta dos representantes do Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina), Sindisaúde (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Saúde Pública Estadual) e Sinjusc (Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário de Santa Catarina) para manifestar contrariedade à proposta e reivindicar a retirada do projeto.
Ele reforçou que as entidades, que representam mais de 120 mil servidores de diversas categorias, são contrárias ao regime de urgência para apreciação do projeto e por acreditarem que vários pontos vão prejudicar os trabalhadores. “Somos contrários ao regime de urgência de 45 dias. Qual o motivo de avaliar essa proposta em atropelo, sem debates públicos? Por isso pedimos a retirada do projeto.”
Entre várias lideranças de entidades empresariais e de categorias presentes na solenidade, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, enfatizou a importância do reinício dos trabalhos legislativos. Ele afirmou que a Faesc apoiou a reforma da Previdência aprovada pelo Congresso Nacional, mas que não foi feito uma avaliação sobre a reforma no Estado. “A reforma nacional era algo necessário e que aconteceu, não posso avaliar a questão estadual, mas tudo aquilo que viabiliza um governo, que tenha durabilidade e que possa deixar um legado aos catarinenses, em minha opinião, sempre é bem vindo.”
Fonte: Secom Alesc


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