Fim do Consórcio Siga: o que acontecerá com os trabalhadores?

É de se imaginar a angústia dos trabalhadores do transporte coletivo de Blumenau. Com o encerramento do contrato com o Consórcio Siga, anunciado pelo prefeito Napoleão Bernardes (PSDB) neste sábado, 23,  cerca de 1.400 pessoas ficam sem saber o que acontecerá com eles daqui para frente. A garantia, por parte da Prefeitura, de que a nova empresa absorverá a mão de obra, permite sonhar com perspectivas melhores, mas também sinaliza que os problemas atuais de pagamento tendem a priorar.

Com relação as pendências – parte do salário de dezembro, décimo terceiro salário e o salário de janeiro,  dificilmente serão pagos, pelo menos a curto prazo. Sei que conversas estão sendo feitas para evitar que não se tenha um novo caso Sulfabril, com os trabalhadores esperando por mais de uma década para receber direitos trabalhistas.

E ainda é preciso bater o martelo sobre a forma que se dará o desligamento destes funcionários. Serão despedidos? Pedirão a conta? Haverá uma ação coletiva do sindicato para pedir rescisões?  Estas questões precisam ser definidas.

Ou seja, o que está ruim tende a piorar para a categoria a curto prazo.

Se tudo funcionar, a médio prazo gera uma estabilidade boa para todos, incluindo aí os usuários.

É nisso que o povo precisa se agarrar.

 

Foto de ARQUIVO: Alexandre Gonçalves / Informe Blumenau
Foto de ARQUIVO: Alexandre Gonçalves / Informe Blumenau

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