Congresso dos EUA cassa mandato de George Santos, deputado filho de brasileiros

O Congresso dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (1º) cassar o mandato do deputado George Santos, o filho de imigrantes brasileiros que é acusado na Justiça de uma série de crimes e irregularidades, desde mentir sobre seu currículo a uso ilegal de dinheiro de campanha. Ele nega as acusações

Santos, que responde a 23 acusações na Justiça dos Estados Unidos, se tornou assim o sexto deputado na história dos EUA a ser expulso da Câmara.

Santos afirmou que ao tomar a decisão, o Congresso estabeleceu parâmetros perigosos para eles mesmos.

Em sessão para decidir sobre sua cassação, 311 deputados votaram a favor de expulsar o republicano – 24 a mais do número mínimo necessário – e 114 contra. Um fator determinante para a expulsão de Santos foi a quantidade de votos de deputados do próprio partido de Santos favoráveis à sua expulsão.

Parte dos republicanos que o apoiavam mudaram de posição após a divulgação de um relatório que apontou diversas irregularidades e crimes financeiros nos quais ele está envolvido.

Há duas semanas, um relatório dos legisladores republicanos e democratas membros do Comitê de Ética da Câmara encontrou “enormes evidências” de má conduta por parte de Santos e alegou que ele havia “tentado explorar de maneira fraudulenta todos os aspectos de sua candidatura à Câmara para seu próprio benefício financeiro”.

Recentemente, Santos declarou-se inocente de acusações federais como a de ter fraudado doações de campanha, assim como de lavagem de dinheiro e fraude eletrônica.

O legislador chegou ao Congresso em 2022, ajudando os republicanos a conseguir uma maioria mínima na Câmara.

No entanto, pouco tempo depois, revelou-se que havia mentido sobre quase tudo o que constava em seu currículo aparentemente extraordinário.

Há cerca de duas semanas, o controvertido deputado reuniu-se com uma comitiva de parlamentares brasileiros, liderada por Eduardo Boslonaro (PL) e que teve os catarinenses Júlia Zanatta (PL) e Jorge Seif (PL). Na pauta, segundo eles, a defesa da “liberdade”.

Fonte: da redação, com informações do G1

1 Comentário

  1. Político brasileiro não se cria em país sério , eis a prova .

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