Ainda sobre a proposta de Jovino Cardoso Neto

Foto: Fabrício Theophilo/Informe Blumenau

A sessão de quinta-feira (06) foi a primeira depois da apresentação surpreendente do projeto, de autoria de Jovino Cardoso Neto (PSD), para reduzir drasticamente o salários dos vereadores, de quase R$ 10 mil para R$ 3 mil mensais.

Estive lá no começo da sessão. Jovino chegou mais tarde, com atraso justificado junto à Mesa Diretora.

A totalidade dos vereadores que conversei considera a proposta demagógica e populista, sem discussão coletiva. Todos lembram que, quando presidente da Casa, em 2011, Jovino foi responsável por comandar a votação do último reajuste além da inflação, na surdina.

Além dos mais, dizem que o ex-vice-prefeito seria um dos que mais reivindica a manutenção de alguns direitos de hoje, como uso de celular, carro e cargos comissionados.

Havia alguns entendimentos de que a proposta teria vício de constitucionalidade, não cabendo a um vereador isoladamente apresentar este tipo projeto e sim a Mesa Diretora. Mas ele precisa chegar à Comissão de Constituição e Justiça e para a Procuradoria Jurídica do Parlamento para avaliação, que deve acontecer na próxima semana.

Independente do resultado, o vereador Jovino poderia dar o exemplo, antecipando-se e devolvendo os quase R$ 7 mil diferença. Ganharia menos que seus assessores e um pouquinho mais que seus estagiários.

Quando Jovino Cardoso Neto chegou à sessão eu estava saindo e não consegui conversar com ele, que protocolou um requerimento sobre a criação de cargo para a Mesa Diretora. É clara sua queda de braço com o presidente Marcos da Rosa (DEM), os dois que representam o mesmo segmento religioso.

Antes, no seu pronunciamento, nenhuma palavra sobre a proposta de reduzir salários e fazer economia. Lembrou a CPI contra ele ano passado. Disse que o MP (PS: estava escrito PM, mas um atento leitor percebeu a digitação equivocada) determinou a suspensão da Comissão Parlamentar de Inquérito, o que nâo foi acatado pela antiga Mesa Diretora, comandada a época por Mário Hildebrabdt (PSB). Fez questão de lembrar que nove vereadores assinaram o requerimento pela investigação “tendenciosa, parcial e que trouxe prejuízo emocional e psicológico irreparável à sua família”. Prometeu processar quem o acusou.

Ou seja, nada sobre a polêmica proposta. Como disse um colega vereador, conseguiu o que queria. Espaço na mídia.

Foto: Fabrício Theophilo/Informe Blumenau

2 Comentário

  1. Para maioria dos vereadores atuais , R$ 3.000,00 é muito …….já deu saudades do Ivan Naatz .

  2. Mais uma vez lhes sugiro, senhores vereadores:

    Votem um retumbante NÃO à proposta altamente demagógica do vosso colega Jovino.

    Conselho ao Jovino:

    Fica com os teus 10 paus e fica quieto.

    E trabalha!

    Blumenau tem a consciência muito tranquila a teu respeito porque te conhece muiiiiiiiiiiiito beeeeeemmmmm!

    Um abraço ao teu ex-amigo Marcos da Rosa.

    Mais uma vez o Victor Lasky está dando gargalhadas no túmulo: Na política não há amigos, mas conspiradores que se unem…

    Alcino Carrancho, o sábio!

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