A virada de Mário Hildebrandt

Foto: divulgação

Apesar do bom desempenho eleitoral quando por duas vezes foi testado como candidato a vereador, Mário Hildebrandt (sem partido) virou prefeito de Blumenau a sombra de Napoleão Bernardes (quase no PSD), de quem foi vice.

Desde abril de 2018, quando assumiu para que Napoleão pudesse ser candidato, Mário tem buscado construir uma identidade própria, tendo como comparativo o carisma do ex-tucano, mas que tinha lacunas na área administrativa.

E é na gestão que Hildebrandt buscou-se distanciar do antecessor e consolidar a sua própria imagem. Cerca de um ano e três meses depois de assumir, concluiu na semana que passou uma profunda reforma administrativa na máquina da Prefeitura de Blumenau, dividida em três fases.

A extinção da URB, a reorganização das estruturas municipais e, recentemente, o pacote de concessões e parcerias com a iniciativa privada foram medidas corajosas, em sintonia com que a população pede nos tempos atuais, mais eficiência e gastos menores.

Mas elas ainda não surtiram os efeitos necessários e não podiam mesmo, afinal o tempo ainda é curto para que sejam sentidos. Quando os contratos emergenciais que substituem os serviços da Companhia Urbanizadora virarem licitações duradouras – e com condições financeiras melhores -, quando a nova estrutura administrativa comece a funcionar no Paço Municipal e as primeiras parcerias com a iniciativa privada vingarem, a cidade tem muito a ganhar em termos de gestão pública.

Para isso, a Prefeitura precisa agilizar os processos, para que a população perceba logo os resultados e a reforma administrativa não caia no esquecimento.

Esta é uma das imagens que se encaixa no perfil do administrador Mário, talvez a que ele sinta-se melhor.

Neste segundo semestre, ele tem tudo para entregar um conjunto de obras muito importantes para a cidade, talvez o maior feito de forma simultânea. Obras que foram pensadas lá atrás, ainda pelo prefeito João Paulo Kleinübing (DEM), que começaram com Napoleão e ficarão prontas pelas mãos do Mário: Terminais de ônibus na região Norte e Oeste, binário da Rua Chile e melhorias na Rua República Argentina e a duplicação do trecho inicial da Rua Humberto de Campos são ações do pacote do BID que devem estar concluídas neste semestre.

Tem ainda muitas outras que devem estar prontas ainda neste mandato, como a revitalização da Rua Bahia, da Rua General Osório, novos reservatórios do Samae, novas creches, para ficar apenas em algumas de lembrança rápida, além das importantes intervenções urbanas que começarão a ser feitas na região sul de Blumenau.

E ainda, Mário promete enterrar a discussão sobre a Ponte do Centro, com uma iniciativa simples e mais adequada para o momento, que é a duplicação da Ponte Adolfo Konder, cuja a promessa é que a licitação seja lançada muito em breve, com expectativa de iniciar ainda este ano.

Faltando pouco mais de um ano para começar mais uma campanha eleitoral de forma oficial, Mário Hildebrandt diz que não está preocupado com sua reeleição e sim em administrar a Prefeitura, tanto que nem filiado está.

Mas sabe que, se o que vem trabalhando desde que assumiu começar a dar os resultados planejados, constrói sua imagem junto ao eleitor e a este novo momento da política.

E deixa de ser um candidato natural, para ser um forte candidato.

 

3 Comentário

  1. Não gosto das escolhas do Prefeito quanto a seus secretário , mas mostra que esta trabalhando por Blumenau , bem melhor que seu antecessor .

  2. A impressão q fica é q tudo q nâo foi concuído pelo prefeito da coligação caiu no colo do atual gestor q tenta passar imagem de bom administrador. Apurando o olhar percebe-se que tanto nas politicas sociais, saude, educação e economia, independente do contexto, não tivemos mínimos avanços.

  3. Se prefeito não faz as pessoas reclamam e se o mesmo faz e porque tá pensando nas eleições, as pessoas devem cobrar e criticar e não apenas ficar na crítica pela crítica.

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