A saia justa dos aliados de Bolsonaro em Blumenau e SC

A postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no combate ao Coronavírus, confirmada no pronunciamento realizado em rede nacional na terça-feira, 24, contradiz a postura adotada pelas autoridades, municipais e do Governo de SC. Na sua grande maioria, aliados de primeira ordem de Bolsonaro.

O presidente minimizou os impactos do coronavírus, criticou governadores e prefeitos que impuseram medidas restritivas, tudo em nome da retomada da economia.

O governador Carlos Moisés (PSL) foi um dos primeiros a adotar medidas restritivas. Hoje, oficialmente, começamos a segunda semana do decreto que limita o funcionamento de várias atividades, mantendo apenas aquelas consideradas essenciais. Proibiu a circulação de ônibus de passageiros, mas a circulação de mercadorias está liberada.

Ele, mais que ninguém, foi eleito na onda 17, mas se distanciou do presidente e dos deputados da ala mais a direita do  PSL.  Nesta quarta-feira, depois do pronunciamento presidencial, Moisés disse estar “estarrecido” com a fala de Bolsonaro, leia aqui. 

Desde o começo, o  prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (Podemos), tem cumprido a risca o decreto do Estado, apesar de vira e mexe dizer que os Municípios não foram consultados. Em suas falas, defende a necessidade do confinamento social, sem pestanejar.

Hildebrandt foi um eleitor declarado de Bolsonaro e ultimamente buscou aproximação com o presidente, em várias manifestações, inclusive a de  criação do novo partido, Aliança Pelo Brasil.

Na transmissão ao vivo da Prefeitura nesta quarta-feira, o prefeito disse: “a preocupação com a retomada da economia é de todos os prefeitos do Brasil. A prioridade nossa é o cuidado e zelo com a população e temos trabalhado e  acatado decreto o Governo do Estado, de isolamento horizontal”, ou seja, para todos.

E o secretário da Saúde, o médico Winnetou Krambeck, voltou a frisar a importância do isolamento “Não há uma liberação do isolamento”, frisou.

Hildebrandt é pré-candidato à reeleição, assim como o deputado estadual Ricardo Alba (PSL), mais votado em 2018, também na onda 17. Alba não tem-se pronunciado, mas é o mais fiel aliado do governador Moisés e por isso, recebe críticas da turma mais extremista.

Pode parecer bobagem estas linhas, mas a verdade é que, boa parte da população concorda com o posicionamento do presidente Bolsonaro e este povo também é eleitor. Aí, cria-se uma saia justa para quem tem pretensão eleitoral, seja neste ano ou seja no futuro.

3 Comentário

  1. Hoje a rejeição a Bolsonaro cresce exponencialmente, quando, infelizmente, a mortes começarem a ocorrer, hospitais começarem a ficar se leitos, e a epidemia se alastrar, os sensatos que defenderam a vida serão os lembrados.

  2. Vão pular no colinho do próximo político cuja popularidade crescer significativamente.

  3. Bolsonaro, sempre será o culpado…
    Se adota quarentena rígida: será culpado do caos geral, mortes por fome, suicídios, desempregos, crimes diversos, quebra da economia.

    Se extingue a quarentena: será culpado pela morte elevada do virus.

Deixe uma resposta